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MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, defendeu nesta quinta-feira a reforma da lei de hidrocarbonetos aprovada pela Assembleia Nacional, que abre a exploração petrolífera ao setor privado, alegando que ela visa “fortalecer a soberania energética (e) atrair investimentos”, em meio à aproximação política com os Estados Unidos após o ataque deste país a Caracas, que resultou em mais de uma centena de mortos e na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
“Juntamente com os funcionários do Ministério de Hidrocarbonetos, acompanhamos o debate saudável e necessário na Assembleia Nacional sobre a Reforma Parcial da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos”, afirmou a mandatária interina nas redes sociais.
Nesse sentido, Rodríguez defendeu o texto, alegando que ele é “orientado a fortalecer a soberania energética, atrair investimentos e desenvolver campos não explorados em benefício do povo venezuelano”.
Suas declarações vieram após uma sessão parlamentar que deu luz verde à reforma, defendida também por seu irmão e presidente da Câmara, Jorge Rodríguez, que explicou que as reformas e a aprovação de novas leis impulsionadas pelo governo respondem à necessidade de ajustar o marco jurídico às exigências do país latino-americano.
Rodríguez anunciou esta semana a entrada de quase 256 milhões de euros como parte de uma venda de petróleo avaliada em cerca de 430 milhões ao Executivo americano. Desde a captura de Maduro em 3 de janeiro, seu “número dois” assumiu a presidência do país latino-americano de forma interina, chegando a um acordo com o governo de Donald Trump para a comercialização do petróleo venezuelano e iniciando um processo de libertação de pessoas detidas, que inclui cidadãos venezuelanos e estrangeiros.
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