Europa Press/Contacto/Venezuelan Presidency
MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chegou neste domingo à Holanda para defender, na sede da Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, a posição de seu país na longa disputa territorial com a Guiana que está sendo julgada pelo tribunal.
Esta viagem tem como objetivo liderar a argumentação final do Estado venezuelano na fase de audiências orais, que culmina amanhã, segunda-feira, 11 de maio.
O território que Caracas denomina Guayana Esequiba é administrado pela Guiana, de acordo com uma sentença arbitral de 1899. Georgetown considera que a zona foi adquirida pelo Reino Unido por meio de um acordo com os Países Baixos em 1814 e que a Venezuela deve aceitar as fronteiras estabelecidas pela referida sentença.
Por sua vez, Caracas defende que o atual Acordo de Genebra de 1966 reconhece as alegações venezuelanas de que a sentença foi um suposto acordo político entre os britânicos e o jurista russo Friedrich Martens, que fazia parte do tribunal e cujo voto foi decisivo para a decisão.
Ao chegar, a Venezuela se propõe a “defender a majestade e a vigência do Acordo de Genebra” e reiterou a posição de que “a Venezuela é a única detentora do Essequibo”. “Ficou muito claro”, acrescentou em declarações coletadas pela emissora de televisão estatal venezuelana VTV, “que a única que tem direito à titularidade sobre este território nesta controvérsia territorial é a Venezuela”.
A delegação venezuelana já conta com a presença do ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, e do agente perante a CIJ, Samuel Moncada.
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