Europa Press/Contacto/Marco Salgado
MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta terça-feira a entrada de 300 milhões de dólares (quase 256 milhões de euros) como parte da venda de petróleo, depois que o governo dos Estados Unidos informou na semana passada sobre sua primeira comercialização de petróleo venezuelano por 500 milhões (cerca de 430 milhões de euros).
“Foram recebidos recursos, provenientes da venda de petróleo e dos primeiros 500 milhões, foram recebidos 300 milhões pela nação”, declarou durante um ato público na capital do país, Caracas.
A líder venezuelana indicou que esses recursos serão destinados a “cobrir e financiar a renda dos nossos trabalhadores, proteger o poder aquisitivo dos trabalhadores, protegê-lo da inflação (e) do impacto negativo das oscilações no mercado cambial”.
“Esses primeiros fluxos serão utilizados e empregados através do mercado cambial na Venezuela, do Banco Nacional e do Banco Central da Venezuela, justamente para consolidar e estabilizar o mercado e proteger a renda e o poder aquisitivo de nossos trabalhadores e trabalhadoras”, precisou.
O anúncio chega dias depois de o governo dos Estados Unidos ter confirmado à Europa Press ter concluído sua “primeira venda” de petróleo venezuelano pelo mesmo valor citado por Rodríguez e ter adiantado que “esperam-se vendas adicionais nos próximos dias e semanas”.
Embora o governo de Donald Trump, imerso em um plano para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana e explorar as reservas do país caribenho com empresas americanas, não tenha dado detalhes sobre a operação, o portal especializado em notícias econômicas Semafor informou, citando um alto funcionário do governo, que a conta principal para a qual os rendimentos foram depositados está no Catar.
Dias antes da venda, o magnata republicano indicou que 50 milhões de barris de petróleo estavam a caminho dos Estados Unidos, em declarações nas quais destacou estar “trabalhando muito bem com a Venezuela”, agora liderada por Rodríguez, após o ataque militar americano que resultou em uma centena de mortos e na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Pouco depois de a operação ter sido concretizada, um porta-voz do Departamento de Energia dos Estados Unidos declarou à Europa Press que “as vendas continuarão indefinidamente”.
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