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Afirma que estava preparando junto com Maduro a mensagem anual à nação “até seis horas antes de seu sequestro” MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu nesta quinta-feira que, se “algum dia” tivesse que ir a Washington, o faria “de pé, não arrastada”, em referência ao ataque dos Estados Unidos em 3 de janeiro, que resultou em uma centena de mortos e na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
“Se algum dia eu tiver que ir a Washington como presidente interina, irei de pé, caminhando, não arrastada. Irei com a bandeira tricolor, com o ‘glória ao povo bravo’ marcando o ritmo do meu coração. Será de pé, nunca rastejando ou se arrastando. É o que corresponde como venezuelano ou venezuelana”, afirmou durante a mensagem anual à nação perante a Assembleia Nacional.
Rodríguez defendeu “enfrentar diplomaticamente através do diálogo político” a situação no país, apesar de haver “uma mancha” nas relações entre Caracas e Washington desde que “eles cruzaram a linha vermelha: atacaram, agrediram, mataram, invadiram e sequestraram o presidente e a primeira-dama (Cilia Flores)”.
Nesse sentido, a que foi a “número dois” de Maduro negou que “este novo capítulo” se deva a “uma demonstração de fraqueza pela situação tão complexa que vive a Venezuela”. “Não é que a presidente encarregada tenha medo porque está ameaçada. Não: toda a Venezuela está ameaçada. Por isso, apelo à união nacional, para que, com a soberania à frente, travemos a batalha diplomática”. Da mesma forma, ela sustentou que “a Venezuela tem direito a relações com a China, com a Rússia, com Cuba, com o Irã, com todos os povos do mundo e com os Estados Unidos também”, ressaltando que seja “de maneira respeitosa, em linha com a legalidade internacional”.
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