Publicado 17/07/2026 02:17

Delcy Rodríguez afirma que a sugestão de Trump de transformar a Venezuela no 51º estado “não é correta”

Trump anuncia a divulgação de documentos que provariam que a CIA recebeu informações sobre uma “conspiração” para “manipular” os resultados em favor do “regime corrupto de Maduro”

Archivo - Arquivo - CARACAS, 15 de janeiro de 2026  -- A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, apresenta seu relatório anual ao Legislativo em nome do órgão executivo, em Caracas, Venezuela, em 15 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Marco Salgado - Arquivo

MADRID, 17 jul. (EUROPA PRESS) -

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se pronunciou nesta quinta-feira sobre as diversas sugestões feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transformar seu país no 51º estado, afirmando que tal sugestão “não é correta” e alertando que o povo venezuelano “sempre” zelará por sua independência.

“Não é correto. Nossa história mostra o que são os processos de independência: mais de dois séculos de independência e soberania”, afirmou Rodríguez em entrevista à plataforma RAV Español, na qual ela assegurou que “o povo venezuelano sempre defenderá sua independência, a integridade territorial e a Venezuela como um todo”.

Foram diversas as ocasiões em que, ao longo deste ano, o ocupante da Casa Branca deixou entrever a possibilidade do “51º estado”, ou seja, a hipotética integração da Venezuela como o 51º estado dos Estados Unidos.

Em maio passado, Trump apresentou a Venezuela como o “51º estado” dos Estados Unidos em uma publicação nas redes sociais, na qual não acrescentou nenhum texto além do referido slogan inserido em um mapa no qual a República Bolivariana aparece colorida com a bandeira norte-americana.

A EQUAÇÃO RODRÍGUEZ-TRUMP

Questionada sobre sua relação com o magnata republicano, Rodríguez afirmou que “desde o primeiro momento” a comunicação tem sido “franca” e “respeitosa”, sendo possível resolver as divergências entre Caracas e Washington por meio de “canais” como o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

“A comunicação flui e não apenas flui, mas ocorre em um ambiente de respeito, e acredito que, aos poucos, estamos desatando os nós. Vejo isso como uma corrente emaranhada com muitos nós”, destacou a presidente de Miraflores, que, por sua vez, disse acreditar que esse processo de “desatar” os nós exige “paciência, boa-fé e confiança”.

Por fim, a mandatária afirmou estar “à disposição” de Trump caso ele queira recebê-la. No entanto, ela esclareceu que “nunca” quer ser “impertinente”, ou seja, “chegar a um lugar sem ter sido convidada”.

Nesta mesma quinta-feira, o chefe da Casa Branca anunciou a publicação de alguns documentos que, segundo ele, “comprovam que a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) recebeu informações sobre uma conspiração específica para manipular os resultados em favor do regime corrupto de Maduro na Venezuela”.

Defendendo, nesse contexto, que foi isso que aconteceu, Trump afirmou em um discurso à nação que existiu uma conspiração para “fraudar digitalmente as eleições” do país no ano de 2020.

“Essas informações incluíam detalhes precisos sobre os métodos que o regime havia desenvolvido para alterar digitalmente as contagens de votos de tal forma que não pudessem ser detectadas nem mesmo por meio de uma auditoria, por mais exaustiva que fosse”, insistiu o presidente norte-americano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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