Publicado 23/05/2026 00:19

Delcy Rodríguez afirma que o número de pessoas libertadas ultrapassará as 500 “nas próximas horas”

Archivo - Arquivo - CARACAS, 29 de janeiro de 2026  -- A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (à frente), participa de uma cerimônia militar realizada em Caracas, Venezuela, em 28 de janeiro de 2026.   As Forças Armadas da Venezuela juraram l
Europa Press/Contacto/Venezuelan Presidency

Caracas estima em quase 9.000 o número de beneficiados pela lei de anistia e defende uma “transformação profunda” do sistema penal

MADRID, 23 maio (EUROPA PRESS) -

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta sexta-feira que o número de pessoas que serão libertadas “nas próximas horas” rondará finalmente as 500, um número que supera as 300 libertações anunciadas dias atrás pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Rodríguez destacou que esse aumento decorre das revisões realizadas entre as diferentes instâncias do sistema judicial e defendeu que essas medidas representam “boas notícias” para o país.

No entanto, a mandatária pediu que as libertações sejam encaradas “com maturidade”, “com respeito” e a partir de “um ponto de vista construtivo”, no âmbito do que definiu como “o renascimento da Venezuela”. Nesse sentido, defendeu também a necessidade de avançar em direção à “convivência e à paz” por meio de uma “transformação cultural da sociedade”.

Conforme detalhou, nos 63 dias úteis de vigência da norma, foram registrados 8.740 beneficiários. Destes, 314 eram pessoas privadas de liberdade que obtiveram a liberdade total, enquanto outras 8.426 pessoas — anteriormente submetidas a medidas cautelares — também ficaram isentas de restrições judiciais.

Assim sendo, Rodríguez destacou que, antes da entrada em vigor da norma, 885 pessoas já haviam sido libertadas (no último dia 20 de fevereiro). De acordo com todas as medidas aplicadas desde janeiro, indicou ela, o total de libertações chegaria a 1.594.

A presidente interina destacou ainda que a Comissão da Revolução Judicial contabiliza 3.630 libertações relacionadas a casos de atrasos processuais e outros aspectos passíveis de correção no âmbito do sistema penal, um número que, segundo ela, supera o total registrado durante todo o ano de 2025.

A líder venezuelana aproveitou a ocasião para confirmar que no próximo dia 1º de junho terá início uma consulta nacional com o objetivo de impulsionar uma reforma integral do sistema de justiça penal.

MAIS DE 12.000 PEDIDOS

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, destacou que mais de 12.000 pessoas solicitaram o benefício da Lei de Anistia e que “quase 9.000 pessoas foram objeto da proteção decorrente dessa lei”.

A esse respeito, o líder parlamentar explicou que na revisão dos processos também participaram familiares dos detidos e ressaltou que “a consulta também é feita com os familiares das pessoas que estão privadas de liberdade”.

Além disso, ele ofereceu a colaboração do Parlamento no processo de reforma judicial e garantiu que a Assembleia Nacional trabalhará na elaboração de leis que permitam “acompanhar e colaborar com o Estado na proteção das cidadãs e dos cidadãos”.

Por fim, Rodríguez defendeu as recentes modificações da Lei Orgânica do Supremo Tribunal de Justiça, que prevêem a ampliação do número de magistrados para 22 e o aumento das salas do tribunal superior para cinco, com o objetivo de agilizar os procedimentos e reduzir a morosidade processual.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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