Publicado 21/01/2026 21:53

Delcy Rodríguez afirma que não tem "nenhum receio" em enfrentar as divergências com os EUA

CARACAS, 15 de janeiro de 2026 — A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez (à direita), caminha antes de apresentar seu relatório anual ao legislativo em nome do órgão administrativo em Caracas, Venezuela, em 15 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Marco Salgado

MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira que está abordando, “sem nenhum receio”, as divergências entre as autoridades venezuelanas e o governo de Donald Trump, destacando para isso a via diplomática.

“Estamos em um processo de diálogo, de trabalho com os Estados Unidos, sem medo algum de enfrentar as diferenças, as dificuldades, as mais sensíveis e as menos sensíveis, pela via da diplomacia”, declarou durante um encontro com governadores e prefeitos na capital venezuelana, Caracas.

Durante sua aparição, a líder venezuelana fez um apelo aos presentes “para que, em união, trabalhemos pela verdadeira democratização da política com respeito, sem virar as costas à pátria”, enfatizando que “o único interesse seja o povo venezuelano, nossa independência e nossa soberania”.

Nesse sentido, acusou a oposição de ser “muito vassala dos poderes externos ao país, que não estão pensando nos interesses internos”. “O extremismo leva à morte, à destruição e ao sofrimento. Aonde o extremismo nos levou? Ao bloqueio econômico, à invasão, ao ataque militar. Não vamos encontrar aspectos positivos no extremismo”, afirmou.

Rodríguez garantiu na semana passada que “se algum dia” tivesse que ir a Washington como presidente interina, ela o faria “de pé, não arrastada”. “Farei isso com a bandeira tricolor, com o ‘glória ao povo bravo’ marcando o ritmo do meu coração. Será de pé, nunca rastejando ou se arrastando. É o que corresponde como venezuelano ou venezuelana”, disse ela durante a mensagem anual à nação perante a Assembleia Nacional.

O presidente dos Estados Unidos reivindicou a cooperação com as novas autoridades venezuelanas após a captura do presidente Nicolás Maduro, garantindo que o país latino-americano “vai se sair fantasticamente” sob a gestão americana, sem que tenha sido divulgado, até o momento, quais são os prazos para uma transição democrática nem uma data para uma possível visita à Casa Branca por parte de Rodríguez, que continua sancionada pelo país norte-americano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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