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MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -
A vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, acusou na segunda-feira a empresa petrolífera norte-americana ExxonMobil de pressionar por novas sanções contra o país com o objetivo de desestabilizá-lo e até mesmo de preparar assassinatos contra líderes venezuelanos.
"Esse fascismo promovido pela Exxon Mobil também envolve ataques e assassinatos contra altas autoridades da Revolução (...). Denuncio responsavelmente que, se algo acontecer a qualquer alta autoridade da República Bolivariana da Venezuela, considero a ExxonMobil diretamente responsável pelos planos que tem contra a Venezuela", disse Rodríguez durante uma cerimônia na sede presidencial, o Palácio de Miraflores.
Rodríguez apresentou um documento que mostraria que a empresa petrolífera está pressionando pela retirada das licenças de exploração de petróleo na Venezuela em uma manobra de "vingança", de acordo com o portal de notícias pró-governo Últimas Noticias.
O objetivo seria provocar a imposição de mais sanções pelos Estados Unidos "para derrubar governos democráticos, inclusive o da Venezuela". Rodríguez, que também é ministro de hidrocarbonetos, acusou Juan Zárate, Dave Sheer e Peter Williams dessas manobras.
"A ideia é gerar mais migração, para causar uma mudança de regime. Na verdade, eles estão pedindo mais pressão interna e falando sobre a venda de petróleo para causar um declínio no poder", argumentou ela.
Rodriguez afirmou que a oposição tem sido "aliada" da ExxonMobil há mais de uma década em um plano que incluiria a entrega à empresa petrolífera da "Guiana Esequiba", termo usado pelas autoridades venezuelanas para se referir ao Essequibo, uma região controlada pela Guiana, mas que Caracas reivindica como sua.
"Estamos prontos para contornar esse plano fascista e estamos preparados, em coesão nacional, para aproveitar grandes capacidades e recursos para construir uma grande potência", disse ele.
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