Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
MADRID, 20 jun. (EUROPA PRESS) -
A secretária de Estado da Defesa, Amparo Valcarce, lembrou que a Espanha já cumpriu o compromisso estabelecido pela OTAN em 2014 de destinar 2% do PIB para a defesa até 2029, fazendo "um enorme esforço orçamentário" e demonstrando o compromisso da Espanha com a Aliança Atlântica ao ser o quarto país que "mais aumentou" seu orçamento de segurança.
Foi o que ele disse durante seu discurso no evento 'NATO Summit Special', organizado pela 'Infodefensa', no qual também destacou a participação "fundamental" da Espanha nas missões da OTAN, bem como em um total de 16 operações de manutenção da paz, também sob as bandeiras da ONU ou da União Europeia.
"A Espanha já dobrou seu investimento em defesa, passando os gastos de 0,93% do PIB em 2018 para 1,43% em 2024, e com a previsão de chegar a 2% do PIB" em 2025, disse Valcarce, afirmando que "este esforço sustentado" coloca a Espanha "como o quarto país da Aliança Atlântica que mais aumentou seu orçamento de defesa".
Isso significa, de acordo com Valcarce, "antecipar para 2025" o que foi acordado na cúpula do País de Gales em 2014 "que estabeleceu uma meta para 2029" para que os países membros da OTAN destinem 2% de seu PIB à defesa. "Trata-se de um enorme esforço orçamentário, pois implicará um investimento adicional de 10.471 milhões de euros", disse ele.
A Espanha aumentou o total de fundos destinados à segurança, de acordo com o Secretário de Estado, "sem comprometer nosso estado de bem-estar social", uma "linha vermelha" para o governo, e sem questionar as políticas ambientais ou os objetivos de combate às mudanças climáticas. "E, é claro," sem aumento de impostos ou dívidas adicionais.
"A ESPANHA É UM PARCEIRO RESPEITADO E CONFIÁVEL".
Valcarce, que falou um dia depois da carta de Sánchez à OTAN recusando-se a destinar 5% de seu PIB para a defesa, defendeu o fato de que a Espanha está "comprometida com a segurança global" e é "um parceiro respeitado e confiável", e a prova disso é o Plano Industrial e Tecnológico de Segurança e Defesa.
Com essa medida, a Espanha pretende garantir suas próprias capacidades operacionais, bem como a soberania tecnológica. Nas palavras da "número dois" do ministro, Margarita Robles, "é um compromisso com a indústria nacional" e com a "indústria europeia".
Ela também afirmou que "a Espanha é leal à OTAN" devido ao número de missões que realiza no exterior, incluindo as missões da Aliança Atlântica, e porque apoia quartéis-generais permanentes ou forças de reação aliadas (ARF) compostas por pessoal com capacidade de mobilização imediata em caso de crise.
"Portanto, nosso compromisso com a OTAN é demonstrado por nosso apoio leal e definitivo à obtenção das capacidades operacionais de que a OTAN necessita e que a Espanha contribui decisivamente para garantir", reiterou, destacando que nosso país quer liderar, junto com os demais parceiros, "a construção de um novo paradigma de segurança baseado na cooperação, na inovação e na soberania estratégica".
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