Europa Press/Contacto/Lucio Tavora
MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -
A defesa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira, sua absolvição no julgamento que enfrenta por tentativa de golpe de Estado após a vitória eleitoral de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, no final de 2022, argumentando que "não há uma única prova que (o) ligue" aos atos pelos quais é acusado.
O pedido faz parte das alegações finais apresentadas pelos advogados de Bolsonaro ao juiz do Supremo Tribunal Federal e relator do caso, Alexandre de Moraes, coincidindo com o último dia do prazo estabelecido para isso antes do julgamento.
Em seu resumo, eles argumentaram que o ex-presidente brasileiro não cometeu atos para promover um golpe de Estado e reverter os resultados das eleições que deram a presidência a Lula. "A verdade, que a muitos não interessa, é que não há uma única prova que ligue o peticionário ao 'Plano Adaga Verde e Amarela' ou aos atos dos chamados 'Meninos Pretos' e muito menos aos atos de 8 de janeiro", diz o documento publicado pela Agência de Notícias Brasil.
Eles também denunciaram o que descreveram como um julgamento "histórico e incomum", dizendo que os réus "são tratados como fraudadores, como culpados, muito antes de sua defesa ser apresentada". "Uma parte importante do país, da imprensa, não quer um julgamento, quer apenas saber a magnitude da sentença imposta", acrescentou a defesa.
Os advogados falaram sobre a parte do macroprocesso que envolve o líder da extrema direita e outras sete pessoas, acusadas dos crimes de organização criminosa, tentativa de abolir violentamente o estado de direito, golpe de estado, dano com violência e ameaça grave e dano à propriedade.
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