Publicado 11/09/2025 23:39

A defesa de Bolsonaro anuncia que recorrerá da sentença de 27 anos de prisão até mesmo "em nível internacional".

11 de setembro de 2025, Brasília, Distrito Federal, Brasil: Brasília (DF), 11/09/2025 - Política/Julgamento/Golpe/STF - **Arquivo** Com o voto da Ministra Carmem Lucia, a primeira turma do Supremo Tribunal Federal do Brasil forma maioria para condenar o e
Europa Press/Contacto/Leandro Chemalle

As sentenças contra Bolsonaro e seus seis aliados condenados totalizam 157 anos de prisão

MADRID, 12 set. (EUROPA PRESS) -

A defesa legal do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro declarou que a sentença de 27 anos e três meses de prisão contra seu cliente por tentativa de golpe de Estado, a mais alta do principal grupo de réus no caso, é "absurdamente excessiva" e anunciou que recorrerá da sentença "até mesmo em nível internacional".

"A defesa entende que as penas impostas são absurdamente excessivas e desproporcionais e, após analisar os termos da decisão, interporá os recursos cabíveis, inclusive em âmbito internacional", anunciaram os advogados do ex-presidente de extrema-direita, Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno, em comunicado publicado pelo site Terra.

Ao mesmo tempo, a equipe jurídica de Bolsonaro sustentou que "o ex-presidente não atentou contra o estado democrático nem participou de qualquer plano, muito menos dos atos ocorridos em 8 de janeiro", e lamentou a "falta de tempo" para analisar as provas do caso.

A sentença para o ex-presidente foi a mais alta do grupo principal de réus e inclui 27 anos e três meses de prisão sob um regime inicial de reclusão e uma multa de 124 dias - em que cada dia será equivalente a dois salários mínimos.

Junto com ele, também foram condenados o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-chefe da Segurança Institucional Augusto Heleno, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o ex-diretor de Inteligência Alexandre Ramagem. Entre os sete, eles foram condenados a um total de 157 anos de prisão.

Por sua vez, o ex-assessor de Bolsonaro que se tornou colaborador durante o caso, Mauro Cid, recebeu, em virtude do acordo de delação firmado, uma pena de dois anos de reclusão em regime aberto, a restituição de seus bens e valores, a extensão dos benefícios da colaboração a seu pai, esposa e filha adulta, e medidas da Polícia Federal para garantir a segurança do colaborador e de sua família, de acordo com a declaração publicada pelo Supremo Tribunal Federal em seu site.

A defesa de Braga Netto, que recebeu a segunda maior pena, também divulgou uma nota publicada pelo Terra que, em linhas semelhantes à da equipe jurídica de Bolsonaro, alega ter tido pouco tempo para analisar todos os elementos da investigação. Eles também acusaram Mauro Cid, que foi incluído no mesmo grupo de réus, mas concordou em cooperar com o sistema judiciário, de mentir. Os advogados José Luis Oliveira Lima, Rodrigo Dall'Acqua, Rogério Costa, Millena Galdiano e Bruno Dallari Oliveira Lima concluíram: "Todos os recursos pertinentes serão analisados, inclusive tribunais internacionais".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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