BARCELONA 16 mar. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz da CUP, Su Moreno, manifestou seu apoio à greve dos professores realizada nesta segunda-feira na Catalunha e criticou a atuação dos Mossos d'Esquadra. “O Ministério do Interior violou o direito dos professores à greve. Permitem bloqueios de vias dependendo de quem os realiza. Nos preocupa a forma como os Mossos atuam como instrumentos do poder e do Governo”, afirmou em coletiva de imprensa. Ela também criticou o acordo que a Generalitat firmou com o CC.OO. Educació e a UGT, por considerar que esses sindicatos não têm representatividade suficiente no setor, e por isso acredita que isso representou “uma tentativa de desmobilização e uma afronta à população”.
Além disso, ele lembrou que 95% dos 42.965 professores participantes de uma consulta promovida pelo sindicato Ustec·Stes rejeitaram tal acordo, pelo que acusou o Governo de “virar as costas às necessidades do setor e de pactuar com os sindicatos cúmplices do poder”.
CIMEIRA Após a cimeira de sexta-feira convocada pelo Governo com os partidos para discutir as consequências da guerra no Oriente Médio, Moreno alertou para a vulnerabilidade da economia catalã diante do contexto internacional, destacando que essas crises são “um reflexo das fraquezas do capitalismo”.
Por isso, defendeu mudanças estruturais e no modelo produtivo relacionadas à proteção social e trabalhista, ao controle de preços de produtos essenciais e à condicionalidade de qualquer ajuda pública ao setor privado. “Os serviços essenciais não podem estar sujeitos aos interesses dos especuladores”, afirmou a líder da CUP, que considera que a classe trabalhadora não deve voltar a pagar por uma crise que não provocou.
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