Marcos Moreno - Europa Press
MADRID, 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro vice-presidente e ministro da Economia, Comércio e Empresas, Carlos Cuerpo, viajará para Ceuta na próxima semana para tratar do apoio econômico necessário à cidade, em consequência da crise migratória inicial ocorrida no final do mês de julho.
Cuerpo prevê realizar reuniões de trabalho com o governo da cidade autônoma, associações empresariais, agentes sociais e empresas, com o objetivo de apoiar Ceuta, não apenas do ponto de vista humanitário e de segurança, mas também econômico, segundo informaram fontes do Ministério da Economia, Comércio e Empresas
O Executivo está trabalhando em um plano de reativação econômica para a cidade, cujo valor ainda não foi definido e que visa enfrentar o impacto da crise em setores como o comércio e o turismo.
Entre as primeiras estimativas do governo, figuram pelo menos 15 milhões de euros para reativar o comércio, por meio de reduções de impostos, reduções nas contribuições para a Previdência Social e auxílios diretos para compensar a perda de lucros durante o período de crise, conforme informa o jornal El País neste sábado.
O plano incluirá, além disso, medidas para impulsionar o turismo e novos auxílios para um projeto já em andamento que utiliza água dessalinizada em Ceuta. A maior parte dos recursos deverá ser destinada por meio de diversos decretos nas próximas semanas, em vez de se concentrar na primeira reunião do Conselho de Ministros após o recesso de verão, prevista para 25 de agosto.
Paralelamente, o Governo aprovará nesta terça-feira um fundo de 25 milhões de euros para atender aos menores de Ceuta, o que permitirá financiar a transferência de 500 menores para a Península. O Executivo já havia liberado outros seis milhões de euros para enfrentar a emergência humanitária e prevê disponibilizar mais recursos para atender aos imigrantes.
A resposta do Governo à crise também é complementada por medidas nas áreas de segurança e justiça. O Executivo pretende manter de forma permanente os reforços da Polícia Nacional e da Guarda Civil mobilizados na cidade, com 330 policiais e 240 guardas civis adicionais, até atingir um total de 1.659 efetivos dos órgãos e forças de segurança do Estado.
Além disso, está-se trabalhando em uma solução mais estável para reforçar a proteção da fronteira marítima, após a instalação de uma barreira flutuante como medida temporária, e no fortalecimento do sistema judicial diante do aumento dos processos de expulsão e dos pedidos de asilo.
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