Publicado 10/06/2026 05:26

Cuerpo expressa sua indignação e raiva diante dos casos de corrupção, e o PP afirma que o governo não para de mentir

O primeiro vice-presidente e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, a terceira vice-presidente e ministra da Transição Energética, Sara Aagesen, e o ministro da Presidência, Félix Bolaños, durante uma sessão de questionamento ao Governo, no Congresso de
Marta Fernández - Europa Press

MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro vice-presidente do Governo e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, expressou nesta quarta-feira no Congresso sua “indignação” e “raiva” diante dos casos de corrupção que envolvem o PSOE ou ex-dirigentes de destaque, mas pediu que se deixe a Justiça trabalhar, que se respeite a presunção de inocência e que não se façam julgamentos paralelos.

Foi assim que Cuerpo respondeu à pergunta formulada pela porta-voz do PP, Ester Muñoz, que acusou o Governo de passar “um ano mentindo” sobre essas investigações judiciais.

“Ninguém sabia das andanças da senhora Leire (Díez) nem da ‘cloaca’ e, se soubessem, não teriam tolerado. Mas como assim não toleraram? Se pagaram a ela”, assinalou a dirigente do PP, que sustenta que “todos” os socialistas falavam com a chamada ‘encanadora do PSOE’, “Ferraz pagava a ela e até a recebiam na Direção-Geral da Guarda Civil e na Procuradoria-Geral do Estado”.

PRIMEIRO “INVENTADAS” E DEPOIS VÊEM CONSPIRAÇÕES

Ester Muñoz destaca que o PSOE sempre começa dizendo que “as investigações jornalísticas são inventadas, lama, boatos”, depois falam de “lawfare” e, em seguida, “sobem mais um degrau” e “começam a se agarrar à ideia de que há uma espécie de golpe de Estado para derrubar o Governo”.

Na sua opinião, “uma pessoa inocente” já teria dado explicações, renunciado e convocado eleições. “Ninguém minimamente decente que viva em meio a toda essa degradação institucional pode agir como se nada estivesse acontecendo, tentando fingir que nada está ocorrendo. A fuga para a frente apenas delata ainda mais o culpado”, acrescentou.

Diante disso, o vice-presidente reconheceu que, “perante esse tipo de comportamento que pode estar fora da lei ou ser irregular”, sua atitude é de “indignação, incompreensão e, também, de certa forma, de raiva”.

No entanto, ele defende “agir”, reforçando tanto o marco normativo para erradicar esse tipo de comportamento quanto as autoridades judiciais e as forças e órgãos de segurança do Estado. “Agir com a maior firmeza possível”, resumiu.

E também pediu que não se façam julgamentos paralelos e que se respeite a presunção de inocência. “O que não podemos fazer é agir dia após dia de forma a afastar totalmente a cidadania, porque a única coisa que ela percebe é barulho”, alertou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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