Publicado 30/06/2026 21:43

Cuba solicita à ONU uma sessão para tratar do bloqueio imposto pelos EUA contra a ilha

Díaz-Canel condena as “ameaças crescentes” e as “medidas de asfixia” impostas por Washington contra Havana

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez
GOBIERNO DE CUBA - Arquivo

MADRID, 1 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, anunciou nesta terça-feira que o país caribenho solicitou uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de abordar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra a ilha e a “necessidade” de pôr “fim” a ele.

Intitulada “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”, essa sessão será realizada, conforme precisou Rodríguez nas redes sociais — e conforme consta na agenda da Assembleia Geral —, no próximo dia 7 de julho. O objetivo da sessão, ressalta o ministro, é denunciar as “ações agressivas” que, segundo ele, Washington tem empreendido contra Havana.

Tais ações, enfatizou ele, incluem a “ameaça e a possibilidade real de agressão militar, o cerco energético e outras medidas de recrudescimento extremo do bloqueio”. Tudo isso constitui, segundo lamentou o ministro cubano, um ato de “genocídio” e de “punição coletiva”, além de representar uma “violação flagrante e sistemática dos Direitos Humanos dos cubanos e do Direito Internacional Humanitário”, causando “danos, privações e sofrimentos crescentes” aos habitantes da ilha.

“Cuba não é uma ameaça; o bloqueio, sim”, insistiu Rodríguez em relação ao recrudescimento das pressões de Washington contra o país caribenho por meio, entre outras medidas, do bloqueio ‘de fato’ imposto sobre o combustível, além das sanções do governo dos Estados Unidos contra o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, o ex-presidente Raúl Castro ou a petrolífera estatal cubana.

Em relação ao anúncio do ministro Rodríguez, o próprio Díaz-Canel se pronunciou, ressaltando que o Executivo cubano aproveitará a reunião de 7 de julho para denunciar perante a ONU as “ameaças crescentes” e as consequências das “medidas de asfixia econômica impostas pelo governo dos Estados Unidos contra o povo cubano”.

“Sabemos que a esmagadora maioria da comunidade internacional condenará mais uma vez o genocídio e a punição coletiva a que os Estados Unidos submetem nosso povo”, afirmou o líder caribenho, também em uma mensagem publicada em suas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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