PRESIDENCIA DE CUBA - Arquivo
Díaz-Canel defende a importância de que as relações se baseiem no Direito Internacional “em vez de na hostilidade e na ameaça” MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rejeitou nesta segunda-feira a existência de conversações com o governo dos Estados Unidos e garantiu que os únicos contatos entre as partes são de natureza “técnica” e se referem à “área migratória”, declarações que chegam logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a ilha.
“Sempre estivemos dispostos a manter um diálogo sério e responsável com os diferentes governos dos Estados Unidos, incluindo o atual, com base na igualdade soberana, no respeito mútuo, nos princípios do Direito Internacional, no benefício recíproco... sem ingerência em assuntos internos e com pleno respeito à nossa independência”, enfatizou o mandatário em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nesse sentido, ele esclareceu que a origem e o “extremo endurecimento do bloqueio não têm relação com os cubanos e residentes nos Estados Unidos”, que “são empurrados para lá por essa política fracassada e pelos privilégios da Lei de Ajuste Cubano”. “Eles são agora vítimas da mudança nas políticas para com os migrantes e da traição dos políticos de Miami”, afirmou.
Além disso, ele ressaltou que “existem acordos migratórios bilaterais em vigor que Cuba cumpre escrupulosamente”. “Como demonstra a história, as relações entre os Estados Unidos e Cuba, para que avancem, devem se basear no Direito Internacional, em vez de na hostilidade, na ameaça e na coerção econômica”, observou.
No domingo, o próprio Trump instou as autoridades cubanas a “chegarem a um acordo”, depois de salientar que, após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no fim de semana passado, os envios de petróleo e dinheiro de Caracas “acabaram”. “Convido-os veementemente a chegarem a um acordo antes que seja tarde demais (...). Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero!”, destacou na ocasião.
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