Europa Press/Contacto/El Nuevo Dia Carla D. Martin
Rejeita as informações "anticubanas" sobre um possível ataque cubano a Guantánamo
MADRID, 17 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, advertiu neste domingo que seu país exercerá o direito à autodefesa “até as últimas consequências” se for atacado e alertou que isso provocaria “um banho de sangue”.
"Cuba é um país de paz, mas se for atacada militarmente, exercerá seu direito à autodefesa até as últimas consequências, com o apoio maciço do povo", afirmou Rodríguez em entrevista ao veículo Clash Report publicada neste domingo.
Rodríguez responde assim à informação publicada neste domingo pelo site norte-americano Axios, que informa que a compra por parte de Cuba de 300 drones militares acionou todos os alarmes nos Estados Unidos, que acreditam que Havana poderia utilizá-los para atacar a base de Guantánamo, navios militares norte-americanos ou até mesmo Key West, na Flórida, localizada a apenas 144 quilômetros da ilha.
O ministro das Relações Exteriores cubano lembrou na entrevista que “a única base militar estrangeira que existe em Cuba, a única presença militar estrangeira que existe em Cuba, é a presença indesejada da base naval de Guantánamo que os Estados Unidos usurparam do nosso território”.
Rodríguez também se referiu às declarações de Trump na sexta-feira, nas quais ele advertiu que poderia enviar o porta-aviões “USS Gerald Ford” para as costas de Cuba a fim de forçar um acordo ou uma mudança de regime. “Sempre levamos a sério as palavras do presidente dos Estados Unidos, embora o calado de um porta-aviões não lhe permita posicionar-se à distância da costa de Cuba que, ao que parece, foi mencionada”, afirmou Rodríguez.
Na mesma linha, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, publicou neste domingo nas redes sociais uma mensagem denunciando que se “intensifica” o “esforço anticubano” para “justificar, sem qualquer desculpa, uma agressão militar contra Cuba” com “acusações cada vez mais inverossímeis”. “Os EUA são o país agressor. Cuba, o país agredido, amparado no princípio da legítima defesa”, acrescentou.
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