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MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - O vice-primeiro-ministro de Cuba, Óscar Pérez-Oliva Fraga, anunciou nesta segunda-feira a disposição de Havana em estabelecer uma relação comercial “fluida” com empresas dos Estados Unidos, uma posição que estendeu aos cubanos que residem no exterior, inclusive nos Estados Unidos, e desejam investir na ilha.
O ministro de Comércio Exterior e Investimentos de Cuba afirmou, em entrevista concedida à rede de televisão NBC, que “Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com as empresas americanas”, bem como com “os cubanos que residem nos Estados Unidos e seus descendentes”.
“Isso vai além da esfera comercial”, destacou Fraga, que indicou que “isso também se aplica aos investimentos, não apenas aos pequenos, mas também aos grandes, especialmente em infraestruturas”. O ministro situou essas declarações no contexto dos esforços do Executivo cubano e, em particular, de seu ministério para criar as condições que favoreçam um “ambiente empresarial dinâmico” no país centro-americano. No entanto, o dirigente denunciou que o “bloqueio” de Washington contra a ilha e sua “política de hostilidade contra Cuba são, sem dúvida, um elemento que afeta o desenvolvimento dessas transformações”. “O bloqueio nos priva do acesso ao financiamento, ao acesso à tecnologia, ao acesso aos mercados e, nos últimos anos, tem se voltado especificamente para privar nosso país do acesso ao combustível”, explicou.
Suas declarações chegam dias depois de o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ter confirmado conversas entre funcionários de seu Executivo e Washington com o objetivo de encontrar uma saída “pela via do diálogo” para a atual crise agravada pelas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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