Publicado 27/05/2026 13:00

Cuba nega ter realizado atividades de interferência nos EUA e denuncia a criminalização daqueles que se opõem às pressões exercidas

HAVANA, 22 de maio de 2026  -- Pessoas agitam bandeiras nacionais cubanas enquanto participam de uma manifestação na Plataforma Anti-Imperialista em Havana, capital de Cuba, em 22 de maio de 2026. Milhares de cubanos se reuniram em Havana na sexta-feira p
Europa Press/Contacto/Joaquªn Hernndez

MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades cubanas negaram nesta quarta-feira qualquer atividade de interferência nos Estados Unidos, enfatizando que Havana não representa uma ameaça à segurança americana, ao mesmo tempo em que criticaram a “criminalização” por parte de Washington contra aqueles que se opõem à “agressão militar” a Cuba.

Em uma mensagem nas redes sociais, a Embaixada de Cuba nos Estados Unidos desmentiu a série de artigos publicados pela rede americana Fox News sobre operações de influência cubana em solo americano, algo que o canal afirma estar sendo investigado em conjunto pelos Departamentos de Estado, Justiça e do Tesouro.

“Uma suposta atividade da Embaixada de Cuba nos Estados Unidos e de seus funcionários que interfira nos assuntos internos deste país ou represente uma ameaça carece totalmente de fundamento e faz parte de uma campanha de difamação promovida pelo Governo dos Estados Unidos”, afirmou.

A representação diplomática defende que todos os seus funcionários cumprem estritamente a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e respeitam as leis e regulamentos dos Estados Unidos.

“O carinho que milhões de norte-americanos sentem por Cuba e a oposição de muitos deles à constante agressão de seu governo, e até mesmo à ameaça militar contra Cuba, estão sendo alvo de intimidação por meio dessas acusações infundadas e totalmente injustificadas”, acrescentou.

Nesse sentido, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos de Cossio, destacou que Washington está dando passos no sentido da “criminalização” daqueles que “se opõem à agressão militar de seu país contra Cuba, rejeitam o brutal bloqueio econômico e discordam do objetivo de provocar uma crise humanitária contra o povo cubano”.

Havana tenta se livrar da pressão econômica exercida pelos Estados Unidos, que desde o início do ano se intensificou com um bloqueio ao fornecimento de energia. Por parte das autoridades cubanas, que mantêm canais abertos para uma saída da crise, enquanto Washington insiste em mudar o sistema e a liderança da ilha, criticaram a “ameaça militar contra Cuba e o bloqueio energético e total do fornecimento de combustível”.

Nesta mesma quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou seu homólogo norte-americano, Marco Rubio, de ser “um dos artífices do endurecimento extremo do bloqueio contra o país em todos os âmbitos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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