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Rejeita as acusações de Washington, mas mostra-se disposta a fortalecer a cooperação com o governo americano MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -
O governo de Cuba negou neste domingo as acusações feitas pela administração de Donald Trump sobre seu apoio ou financiamento a organizações terroristas ou que a ilha abrigue bases militares de outros países, um argumento usado por Washington para forçar as autoridades cubanas a chegar a um acordo e que se concretizou na última sexta-feira, ameaçando impor tarifas a todos os países que fornecem petróleo a Havana.
“Cuba declara categoricamente que não abriga, não apoia, não financia nem permite organizações terroristas ou extremistas. Nosso país mantém uma política de tolerância zero em relação ao financiamento do terrorismo e à lavagem de dinheiro, e está comprometido com a prevenção, detecção e combate a atividades financeiras ilícitas, em consonância com os padrões internacionais”, afirmou em um comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores cubano, que condenou o terrorismo “de forma inequívoca”, defendeu que “qualquer interação passada que tenha envolvido pessoas posteriormente designadas como terroristas ocorreu apenas em contextos humanitários limitados, ligados a processos de paz reconhecidos internacionalmente, a pedido de seus respectivos governos, de forma totalmente transparente”.
Na mesma linha, o ministério diplomático negou que a ilha abrigue “bases militares ou de inteligência estrangeiras” e manifestou sua rejeição à “caracterização de ser uma ameaça à segurança dos Estados Unidos”. “Também não apoiou nenhuma atividade hostil contra esse país nem permitirá que nosso território seja usado contra outra nação”, acrescentou, após reafirmar seu “compromisso de cooperar com” as autoridades americanas, bem como de outros Estados, com o objetivo de “fortalecer a segurança regional e internacional”.
A diplomacia cubana assegurou, nesse sentido, sua disposição de “reativar e ampliar a cooperação bilateral com os Estados Unidos para enfrentar ameaças transnacionais comuns”, citando a luta contra o terrorismo e o narcotráfico, a prevenção da lavagem de dinheiro, o tráfico de pessoas e questões de segurança cibernética, embora tenha enfatizado que "nunca renunciará à defesa de sua soberania e independência". "Cuba propõe renovar a cooperação técnica com os Estados Unidos (...) e continuará fortalecendo seu marco jurídico para apoiar esses esforços, consciente de que, quando houve vontade das partes, foi possível avançar nessas frentes", declarou o Ministério dirigido por Bruno Rodríguez.
Assim sendo, reivindicou que ambos os povos “se beneficiem do compromisso construtivo, da cooperação em conformidade com a lei e da coexistência pacífica”. “Cuba reafirma sua disposição de manter um diálogo respeitoso e recíproco, orientado para resultados tangíveis com o governo dos Estados Unidos, com base no interesse mútuo e no direito internacional”, declarou.
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