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MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Cuba, Manuel Marrero Cruz, afirmou nesta quinta-feira que as autoridades cubanas mantiveram conversações com representantes do governo dos Estados Unidos com o objetivo de “buscar soluções” para as “diferenças bilaterais” por meio do “diálogo”.
“Conforme expressou o presidente Miguel Díaz-Canel, em consonância com a política da Revolução, foram realizadas conversas com representantes do governo dos Estados Unidos com o objetivo de buscar soluções, por meio do diálogo, para as divergências bilaterais”, informou o líder caribenho em uma mensagem nas redes sociais.
Esse processo — sobre o qual a Casa Branca ainda não se pronunciou —, qualificado por Marrero como “muito delicado”, está a cargo de uma equipe de trabalho que, segundo ele ressaltou, “conta com a confiança, o apoio e o mandato do general do Exército, primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República, Miguel Díaz-Canel”.
“Cada passo, neste momento histórico decisivo, é em defesa da Revolução e de nossa soberania”, insistiu ele, alertando que “as campanhas de difamação, as manipulações e os apelos à desunião e à divisão fazem parte de um plano bem elaborado para gerar incerteza e desconfiança”.
Em meados do mês de junho passado, o chefe do Executivo cubano anunciou um pacote de reformas estruturais voltadas para a liberalização da economia da ilha, inspirado nos modelos de economia de mercado da China e do Vietnã, com o objetivo de neutralizar o impacto das sanções econômicas e energéticas impostas pelo governo de Donald Trump.
Tudo isso ocorre em meio a um recrudescimento das pressões contra Havana, especialmente desde o início do ano, por meio de um bloqueio “de fato” ao combustível, algo a que o líder cubano se referiu como um “castigo coletivo” que equivale, em sua opinião, a um “ato de genocídio”.
De fato, nesta mesma semana, Cuba e os Estados Unidos protagonizaram um confronto acirrado em uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas convocada a pedido de Havana — que voltou a acusar Washington de perpetrar uma “punição coletiva” contra a ilha —, sob o título “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”.
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