Publicado 06/04/2026 12:34

Cuba denuncia perante congressistas norte-americanos os “danos criminosos” causados pelo bloqueio energético de Trump

Transmite a vontade de Havana de “manter um diálogo bilateral sério e responsável”

Archivo - Arquivo - BIELORRÚSSIA, MINSK - 27 DE JUNHO DE 2025: Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente de Cuba, participa de uma reunião ampliada do Conselho Econômico Supremo da Eurásia no Palácio da Independência
Europa Press/Contacto/Sergei Bobylev - Arquivo

MADRID, 6 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reuniu-se nesta segunda-feira com dois congressistas norte-americanos, aos quais transmitiu o “dano criminoso” que está causando o estrangulamento energético imposto pelo governo de Donald Trump, cuja campanha contra a ilha se intensificou nas últimas semanas.

Díaz-Canel se reuniu com os congressistas democratas Pramila Jayapal e Jonathan Jackson, a quem também transmitiu a vontade do governo de Cuba “de manter um diálogo bilateral sério e responsável e encontrar soluções para as diferenças existentes”.

“Ao receber os congressistas norte-americanos Jayapal e Jackson, denunciei o dano criminoso causado pelo bloqueio, em particular as consequências do cerco energético decretado pelo atual governo dos Estados Unidos e suas ameaças de ações ainda mais agressivas”, escreveu ele em suas redes sociais.

Por sua vez, Jayapal e Jackson, membros da Câmara dos Representantes pelos estados de Washington e Illinois, respectivamente, emitiram uma declaração na qual se fizeram eco de algumas das graves consequências humanitárias que este “castigo coletivo cruel” aplicado pela administração Trump está causando.

A decisão de Trump de impedir a entrada de petróleo na ilha nos últimos três meses está afetando os sistemas de saúde e educação da ilha, bem como o abastecimento de água potável.

“Testemunhamos em primeira mão como bebês prematuros em incubadoras enfrentam riscos tremendos porque (...) elas não podem funcionar sem eletricidade”, alertaram. “Não acreditamos que a maioria dos americanos queira que esse tipo de crueldade e desumanidade continue em nosso nome”, afirmaram.

“Isso tem que acabar agora”, instaram os dois congressistas em um texto, no qual destacam os sinais de abertura das autoridades cubanas, com a recente libertação de 2.000 presos e a liberalização de sua economia “com reformas significativas”, como a chegada de investimentos de cubanos que residem nos Estados Unidos.

Da mesma forma, destacaram também o convite de Havana ao FBI para colaborar na investigação independente sobre o ataque ocorrido no início do mês a partir de uma embarcação norte-americana na costa da ilha, que resultou em cinco detidos e na morte dos outros cinco tripulantes.

Os congressistas questionaram a “política obsoleta da Guerra Fria” de Trump e defenderam que Washington e Havana “iniciem imediatamente” um diálogo que “garanta a dignidade e a liberdade do povo cubano”, destacando “os enormes benefícios” que uma nova colaboração pode trazer para ambos os países.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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