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MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba denunciou neste sábado, perante o Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, as recentes “medidas coercitivas” impostas pelos Estados Unidos contra setores estratégicos cubanos, como os de energia, mineração e serviços financeiros.
“Cuba denunciou perante o Conselho Geral da OMC as recentes medidas coercitivas dos Estados Unidos contra o povo cubano, que violam o Direito Internacional, e exigiu uma reforma do comércio mundial que priorize o desenvolvimento”, declarou o Ministério das Relações Exteriores de Cuba em uma publicação em suas redes sociais.
Na última quinta-feira, uma delegação cubana representada pelo conselheiro José Ernesto Díaz Pérez denunciou perante o Conselho Geral da OMC o impacto que as recentes sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra Havana poderiam ter, classificando-as como “novos atos de agressão contra o povo cubano”.
“O uso da coerção tarifária e das medidas unilaterais com fins políticos não apenas atacam Cuba, mas constituem uma violação flagrante do Direito Internacional e das normas que regem o sistema multilateral de comércio”, assinalou Díaz Pérez.
A delegação cubana ressaltou a importância da “preservação do consenso” e exigiu a restauração plena do Órgão de Apelação, paralisado desde 2019 devido ao bloqueio dos Estados Unidos, como “pedra angular” da reforma da OMC, a qual “deve garantir um sistema de solução de controvérsias justo, vinculativo e com duas instâncias”.
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