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MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades cubanas denunciaram que mais de 32.880 mulheres grávidas na ilha enfrentam “riscos adicionais, ameaças e limitações” devido ao bloqueio energético imposto pelo governo dos Estados Unidos, que mantém Havana sem abastecimento desde o início do ano.
De acordo com o Ministério da Saúde Pública de Cuba, a situação afeta milhares de grávidas e tem impacto na saúde materno-infantil, “com limitações que incluem dificuldades no acesso das gestantes a ultrassons obstétricos para acompanhamento do bem-estar fetal e genético, para o diagnóstico oportuno de malformações”, informa o órgão oficial Granma.
Esta crise afeta igualmente serviços vitais para pacientes recém-nascidos, menores de idade, diabéticos, em tratamento oncológico ou que necessitam de intervenções cirúrgicas ou emergências.
“As dificuldades causadas pelo bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos a Cuba não são abstratas”, denunciou o ministro da Saúde cubano, José Angel Portal Miranda, em uma mensagem nas redes sociais, ao mesmo tempo em que apontou a falta de medicamentos, insumos, reagentes e peças de reposição, insistindo que as autoridades se esforçam para “preservar o essencial”.
Assim, anunciou “medidas organizativas” no setor médico para enfrentar a crise. “Elas foram concebidas para preservar os serviços essenciais e garantir a vitalidade da assistência básica à nossa população. A saúde do povo continua sendo uma prioridade do Estado”, afirmou.
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