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MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira que defenderá, nesta semana, perante as Nações Unidas, o direito do povo cubano de “viver sem o cerco energético, o sufocamento externo e as ameaças” proferidas pelos Estados Unidos contra a ilha.
“Neste dia 7 de julho, estarei em Nova York para participar de uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”, afirmou ele em um comunicado. Assim, ele garantiu que seu objetivo é “denunciar as ações agressivas” que estão sendo perpetradas contra o país.
“Recorremos à ONU com a verdade do nosso povo e com a força do Direito Internacional, para denunciar as ações agressivas dos Estados Unidos contra Cuba. Defenderemos nosso direito soberano de viver sem cerco energético, sem asfixia externa, sem coerção, sem ameaças de um banho de sangue, sem punição coletiva”, afirmou.
Nesse sentido, ele alertou que Washington tenta “impedir que a Assembleia Geral se pronuncie sobre o assunto”. “Ela pressiona governos e busca coagir a vontade soberana dos Estados-membros, mas a voz dos povos não pode ser silenciada”, declarou.
“Acompanhem este debate. Defendamos a Carta das Nações Unidas, a paz e a igualdade soberana entre as nações. Cuba não é uma ameaça. O bloqueio, sim”, concluiu Rodríguez, que informou na semana passada que Havana solicitou à ONU que abordasse os danos causados pelo bloqueio e pelas recentes sanções impostas pelos Estados Unidos.
Rodríguez descreveu ainda o cerco energético contra Cuba como um “crime contra a humanidade” que causa “danos e sofrimento crescentes” à população cubana e voltou a pedir que essas medidas sejam encerradas.
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