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MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo de Cuba defendeu nesta terça-feira a natureza do conglomerado Grupo de Administração Empresarial (GAESA), que vem sendo alvo de críticas dos Estados Unidos por suas ligações com o Exército cubano, insistindo que “não se trata de uma estrutura opaca, nem paralela ao Estado”.
Em um texto publicado no jornal 'Granma', órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, as autoridades defendem a eficácia dessa rede de empresas estatais como resposta ao bloqueio econômico dos Estados Unidos sobre a ilha.
“O GAESA não é uma estrutura opaca, nem paralela ao Estado cubano; tem sido, pelo contrário, uma resposta articulada de comprovada eficiência diante do cerco econômico que historicamente tem tentado asfixiar a Revolução cubana”, afirmou.
O governo da ilha caribenha lembra que esse conglomerado foi criado “para enfrentar a guerra econômica” no âmbito do ‘período especial’, como são conhecidas em Cuba as medidas iniciadas após o desmantelamento da União Soviética no início dos anos 90. Assim, ele ressaltou que a GAESA é uma resposta “com uma visão criativa, própria, autóctone e genuinamente cubana” a essa crise.
“Seu objetivo sempre foi agrupar empresas com capacidade de gerar divisas e recursos de que o Estado necessita para manter e desenvolver as conquistas sociais e contribuir para o fomento de setores e ramos da vida nacional. “São incontáveis os serviços prestados à Pátria pelo Grupo de Administração Empresarial”, indicou.
Dessa forma, ele defende os trabalhadores da GAESA como “guardiões discretos dos recursos do país” que “merecem reconhecimento” diante da “calúnia de Estado urdida a partir de Washington”. “A GAESA não é fruto do secretismo, nem das elites e muito menos um meio de enriquecimento de poucos. É, pelo contrário, um dos tantos exemplos que, ao longo de nossa trajetória, nos permitiu resistir à agressão permanente do governo dos Estados Unidos”, afirmou.
Havana respondeu assim aos ataques lançados pelos Estados Unidos, cujo secretário de Estado, Marco Rubio, colocou na mira esse grupo empresarial, ao qual acusa de “acumular os lucros de seus negócios” para uma pequena elite, em meio a seus ataques às autoridades da ilha por “saquear bilhões de dólares” por meio de empresas como a GAESA, recentemente sancionada.
O texto publicado no Granma responde a Washington pela “escalada mais intensa, desproporcional e perigosa” na “história recente” entre Cuba e os Estados Unidos. “O objetivo deliberado é isolar o país diplomaticamente, comercialmente, financeiramente e energeticamente; impossibilitar a sustentabilidade da nação; condicionar o diálogo e avaliar variantes de agressão militar”, afirmou.
As autoridades cubanas enfatizam, assim, que as autoridades do país vizinho “precisam construir e consolidar uma narrativa de descrédito reputacional contra todas as instituições que constituem o suporte do nosso projeto social”.
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