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MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou nesta sexta-feira o Parlamento Europeu, que aprovou recentemente uma resolução condenando a “repressão sistemática” perpetrada pelo “regime” de Havana, por se aliar ao governo dos Estados Unidos para justificar o bloqueio energético contra a ilha.
“Forças políticas de direita no Parlamento Europeu preferem aderir à narrativa mentirosa dos Estados Unidos, concebida para justificar o cerco energético, a guerra econômica extrema e a ameaça militar do governo dos Estados Unidos contra o povo de Cuba”, lamentou ele em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Nesse sentido, Rodríguez afirmou que os países europeus sucumbiram, assim, à “ingerência” e às “pressões” por parte de Washington contra suas empresas e cidadãos, em vez de “invocar a soberania, a jurisdição e os interesses europeus”.
“Essa omissão viola as próprias leis e regulamentos comunitários e nacionais, em particular o Regulamento (CE) nº 2271/96 do Conselho, de 22 de novembro de 1996, que protege contra os efeitos da aplicação extraterritorial da legislação adotada por um país terceiro e das ações baseadas ou decorrentes dela”, afirmou.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba afirmou que não está “surpreso” com a postura do Parlamento Europeu, uma vez que este manteve “silêncio” e demonstrou “cumplicidade” diante do “genocídio israelense” cometido na Faixa de Gaza.
“Cuba continuará apostando na implementação do Acordo de Diálogo Político e Cooperação com a União Europeia, mecanismo que permite abordar as questões de interesse comum e as divergências, com base na igualdade, na reciprocidade e no respeito mútuo”, concluiu.
A resolução — aprovada por 283 votos a favor, 199 contra e 85 abstenções — refere que “após cinco décadas de regime comunista” e diante da atual emergência humanitária, “89% das famílias vivem em situação de extrema pobreza”. “Isso não é resultado de nenhum embargo externo, mas sim a consequência direta do próprio modelo e das falhas do regime”, ressalta.
Assim, detalha que, no final do mês de maio, Cuba “mantinha detido um número recorde de 1.281 presos políticos, entre os quais menores de idade”. “Denunciamos a repressão brutal e implacável como o único mecanismo que mantém vivo o regime”, afirma.
Por isso, na ausência de medidas claras rumo a uma “transição democrática no curto prazo”, propõe que a UE também “deveria suspender o acordo bilateral de diálogo político e cooperação”, afirmaram os eurodeputados, que consideram que “a única maneira de sair da penúria, da pobreza e do isolamento que o povo cubano sofre é realizar profundas mudanças econômicas e políticas”.
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