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MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo de Cuba acusou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de reforçar “ainda mais” o “cerco econômico e energético” contra a ilha, depois que o governo Trump anunciou nesta quinta-feira sanções contra a petrolífera estatal cubana, em meio ao recrudescimento das pressões da Casa Branca contra as autoridades de Havana e ao bloqueio ao país caribenho.
“O secretário de Estado do regime norte-americano, por ambições de conquista, aspirações presidenciais e sentimentos de vingança da classe elitista que impulsionou sua carreira política, agora reforça ainda mais o cerco econômico e energético contra Cuba”, criticou o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.
Em seguida, o ministro caribenho afirmou que “para justificar isso”, Rubio “não recorre a desculpas preparadas pelo seu Departamento de Estado, mas a mentiras habituais e vulgares, das mais agressivas, incultas e raivosas entre os inimigos de Cuba”.
As declarações do responsável pela pasta de Relações Exteriores da ilha chegam horas depois de o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ter incluído em sua lista de sancionados a entidade União Cuba Petróleo, “também conhecida como ‘CUPET’”, sem fornecer mais detalhes a respeito.
Em seguida, o secretário de Estado dos EUA anunciou a adoção da mesma medida contra “a empresa estatal de energia cubana”, alegando que “as elites comunistas de Cuba transformaram a energia em uma arma para exercer controle social e obter benefícios cleptocráticos”.
Recentemente, Washington sancionou o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas, entre as quais figura seu antecessor, Raúl Castro. Tudo isso em meio a um recrudescimento das pressões contra a ilha, especialmente desde o início do ano, por meio de um bloqueio “de fato” sobre o combustível, algo a que o governante cubano se referiu como um “castigo coletivo” que equivale, em sua opinião, a um “ato de genocídio”.
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