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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Elétrica de Cuba (UNE) afirmou nesta quarta-feira que a queda do Sistema Elétrico Nacional (SEN) da ilha, ocorrida na véspera, é “a consequência direta” do “estrangulamento energético orquestrado pelos Estados Unidos” contra o país.
“A queda do SEN não é um acidente, é a consequência direta do estrangulamento energético orquestrado pelos Estados Unidos”, afirmou a UNE em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual sustentou que “o bloqueio” imposto por Washington contra o país “é o verdadeiro crime”.
A publicação da UNE ocorre poucas horas depois de, pela mesma via, a União Elétrica do país caribenho ter anunciado que a SEN havia sido “restabelecida”, após o país ter sofrido, na véspera, um novo apagão.
Sobre essa nova queda generalizada, que ocorre com menos de uma semana de diferença em relação ao último apagão elétrico em nível nacional, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, se pronunciou, ressaltando que a queda ocorreu em um contexto de “máxima asfixia” da economia e do setor elétrico cubano por parte de Washington.
“O cerco petrolífero genocida não foi suficiente. Persegue e sanciona empresas cubanas e estrangeiras ligadas a essa área estratégica”, afirmou o ministro cubano, em alusão aos diversos pacotes de sanções impostos pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A esse respeito, Rodríguez criticou duramente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmando que “ele não se importa com o sofrimento de milhares de famílias, com as centenas de hospitais sem energia elétrica, (ou) com a perda de alimentos por falta de refrigeração”.
“Eles condenam o povo de Cuba a um castigo coletivo com um único objetivo: destruir a Revolução, suas conquistas e sua história”, afirmou o ministro das Relações Exteriores por meio de suas redes sociais.
A denúncia surge em um momento delicado para Havana, depois que, após seis décadas de embargo em vigor sobre a ilha, os Estados Unidos impuseram, desde o início do ano, um bloqueio energético que tem provocado, em algumas ocasiões, a paralisação total do abastecimento. Isso foi qualificado pelo próprio presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, como uma “política genocida” que causa um “grave dano” ao povo de Cuba.
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