PRESIDENCIA DE CUBA - Arquivo
MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira que estão ocorrendo conversas entre autoridades do governo da ilha e dos Estados Unidos para buscar uma saída “pela via do diálogo” para a atual crise, agravada pelas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump.
“Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos. Essas conversas tiveram como objetivo buscar soluções por meio do diálogo para as divergências bilaterais que temos entre as duas nações”, revelou Díaz-Canel durante uma reunião com as altas esferas do Partido Comunista, do Estado e do Governo.
Díaz-Canel explicou que o contato teve como objetivo “identificar” quais são esses problemas, “encontrar soluções” para eles e “determinar” a disposição das partes em “concretizar ações” em benefício de ambos os países.
Além disso, o líder cubano destacou que, durante essa conversa, as autoridades de Havana deixaram claro que qualquer processo de negociação deve ser conduzido “com base na igualdade e no respeito aos sistemas políticos de ambos os Estados, à soberania e à autodeterminação” do governo da ilha.
“Isso foi proposto levando em conta um senso de reciprocidade e de adesão ao Direito Internacional”, assinalou o mandatário cubano, que também deixou a porta aberta para colaborar com os Estados Unidos “para enfrentar as ameaças e garantir a segurança e a paz de ambas as nações e também na região”. Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos renovou suas ameaças contra a ilha. “Cuba cairá”, previu o chefe da Casa Branca, que chegou até a propor assumir o controle “de maneira amigável” e sugerir aos seus líderes que sigam o exemplo da Venezuela. Cuba viu reduzido, nestes meses, o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela após a detenção, no início de janeiro, do presidente Nicolás Maduro, como parte de uma operação histórica das forças armadas. A crise energética se agravou depois que Trump ameaçou com sanções econômicas os países que, de alguma forma, cobrissem esse déficit de abastecimento.
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