Publicado 11/03/2025 10:41

Cuba conclui o processo de libertação de prisioneiros prometido em janeiro

Bandeiras cubanas em uma homenagem a Camilo Cienfuegos em Havana.
PRESIDENCIA DE CUBA

MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades políticas e judiciais de Cuba concluíram o processo de libertação de 553 prisioneiros anunciado em meados de janeiro, embora as organizações dissidentes tenham advertido que menos da metade das pessoas beneficiadas pelo processo podem ser classificadas como prisioneiros políticos.

A vice-presidente da Suprema Corte, Maricela Sosa Ravelo, anunciou em uma entrevista na televisão estatal o fim de um processo que ela descreveu como "bem-sucedido". Ela advertiu que a libertação da prisão não isenta alguns desses prisioneiros de terem de cumprir uma série de garantias ou outras sanções "acessórias", informa o diário 'Granma'.

A ONG Prisoners Defenders denunciou que, dos 553 libertados, apenas 229 podem ser considerados presos políticos, dos quais uma dúzia já estava se beneficiando de uma permissão que as autoridades se limitaram a estender. Os demais são classificados como "presos comuns", de acordo com a organização, que denunciou nos últimos meses a falta de transparência do governo de Miguel Díaz-Canel.

A Prisoners Defenders acredita que o que agora chegou ao fim é "uma tentativa de fraude por parte do regime cubano", que está buscando usar esse tipo de anúncio para manter-se no poder. "Esta é a primeira vez que o regime fracassa em uma tentativa de enganar a comunidade internacional", disse ele.

A Anistia Internacional também denunciou em fevereiro "irregularidades" e "falta de transparência" durante esse processo, ao mesmo tempo em que advertiu que alguns prisioneiros políticos que foram libertados, como José Daniel Ferrer, Félix Navarro, Luis Robles e Donaida Pérez Paseiro, denunciaram ser vítimas de novas restrições.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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