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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - O Governo de Cuba anunciou nesta quinta-feira que “nos próximos dias” libertará 51 pessoas “condenadas à privação de liberdade”, após a mediação do Vaticano, que historicamente tem mantido diálogos com a ilha sobre processos de revisão e libertação de presos.
“No espírito de boa vontade, de relações estreitas e fluidas entre o Estado cubano e o Vaticano, com o qual tem mantido historicamente uma comunicação sobre os processos de revisão e libertação de pessoas privadas de liberdade, o Governo de Cuba decidiu libertar nos próximos dias 51 pessoas condenadas à privação de liberdade”, anunciou o Ministério das Relações Exteriores cubano em um comunicado.
O ministério, que garantiu que “todos cumpriram uma parte significativa da pena e mantiveram boa conduta na prisão”, valorizou o “espírito de boa conduta” e as “relações estreitas e fluidas” entre o Vaticano e Havana.
Conforme lembrou o governo cubano, desde 2010 “9.905 presos foram beneficiados com indultos”, enquanto nos últimos três anos “outras 10.000 pessoas condenadas à prisão” foram “libertadas por diferentes benefícios”. Tudo isso, garantiu o Ministério das Relações Exteriores, como “parte da prática cubana e ao abrigo do disposto” na legislação da ilha.
Nessa linha, o Ministério salientou que esta “decisão soberana” constitui uma “prática habitual” do sistema de justiça penal do país, bem como uma característica “distintiva” da “trajetória humanitária da Revolução”, coincidindo desta vez com a proximidade das celebrações religiosas da Semana Santa.
Cabe destacar que a ONG Prisoners Defenders (PD) estimou em 1.214 o número de presos políticos em Cuba, com corte em fevereiro de 2026, dado que aumentou em relação ao mês anterior, quando era de 1.207 pessoas.
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