Publicado 10/08/2026 01:28

Cuba agradece à China pela doação de 5.000 sistemas fotovoltaicos em meio à sua crise energética

PINAR DEL RÍO, 27 de julho de 2026  -- O presidente cubano Miguel Díaz-Canel discursa em uma cerimônia que marca o 73º aniversário do Dia da Rebelião Nacional em Pinar del Río, Cuba, em 26 de julho de 2026. O Dia da Rebelião Nacional comemora os acontecim
Europa Press/Contacto/Joaquin Hernandez

MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, agradeceu neste domingo ao governo da China pelo envio, a título de doação, de 5.000 sistemas fotovoltaicos, com o objetivo de que a ilha possa “mudar sua matriz energética” em meio à crise energética em que o país se encontra mergulhado.

“Agradecemos profundamente esse gesto do povo e do governo chinês, que se soma aos esforços que Cuba está realizando para mudar sua matriz energética, em meio ao bloqueio genocida”, afirmou o presidente em uma mensagem publicada nas redes sociais, fazendo alusão ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra a ilha.

Ele fez isso citando uma publicação anterior do ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, Oscar Pérez-Oliva, na qual informava sobre a doação, por parte da potência asiática, de 5.000 sistemas fotovoltaicos para beneficiar áreas rurais, centros de saúde, creches e agências bancárias.

Enfatizando a crise energética que assola a ilha, causando longos apagões parciais e totais, Díaz-Canel se pronunciou em um encontro internacional de partidos comunistas e operários. Nesse encontro, ele afirmou que “o sufocamento total” a que os Estados Unidos submetem a ilha constitui um “castigo coletivo” que visa, “por meio da privação dos recursos e serviços mais básicos para a sobrevivência, promover o cansaço, o desânimo e a fragmentação social, com o objetivo de destruir o projeto socialista cubano”.

“Não se pode chamar de outra coisa senão criminosos e fascistas aqueles que, de forma sádica, planejam um cerco energético contra toda uma nação, causando um saldo humanitário de proporções alarmantes que priva de vida crianças cubanas ao nascer, que reduz a expectativa de vida dos pacientes com câncer, que nega ao nosso povo o acesso a medicamentos, alimentos, energia elétrica, água, transporte e muitos outros recursos necessários para uma vida plena”, afirmou o chefe do Executivo.

Em seguida, o líder caribenho explicou que o país havia “recuperado”, com um “enorme esforço, mais de 100 MW” de potência para a geração de energia elétrica em um conjunto de ilhas com geração distribuída. “Se tivéssemos esses 100 MW disponíveis todos os dias, os apagões em Cuba, esses apagões incômodos, durariam apenas três horas, e não 20 ou mais horas”, acrescentou.

Atualmente, o país caribenho atravessa uma conjuntura complexa, na medida em que, às seis décadas de embargo em vigor sobre a ilha, os Estados Unidos somaram, desde o início do ano, um bloqueio energético que provocou, em algumas ocasiões, a paralisação total do abastecimento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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