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Havana denuncia o endurecimento do bloqueio dos EUA e pede respeito à sua soberania MADRID 19 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, expressou sua gratidão aos governos da Espanha, do Brasil e do México pelo comunicado conjunto divulgado neste sábado sobre a situação na ilha, no qual manifestavam preocupação com a crise humanitária e defendiam uma solução baseada no Direito Internacional.
“Em meio à difícil situação que Cuba enfrenta, devido ao recrudescimento do bloqueio dos EUA a níveis extremos, ao atual cerco energético e às constantes ameaças do governo norte-americano, reconhecemos o digno e solidário Comunicado Conjunto emitido pelos governos do Brasil, Espanha e México”, afirmou o chefe da diplomacia cubana em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Rodríguez destacou que essa declaração internacional “manifesta preocupação” e “apela para que se evitem ações contrárias ao Direito Internacional que agravem as condições de vida do povo cubano e insta ao respeito pela integridade territorial de Cuba”.
Além disso, o ministro ressaltou a necessidade de reforçar o respeito às normas internacionais no contexto atual, insistindo na urgência de respeitar a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional. Nesse sentido, Rodríguez deu ênfase especial à proteção dos princípios da autodeterminação, da independência e da soberania dos povos; bem como à abstenção da ameaça e do uso da força.
Essas declarações ocorreram depois que os governos da Espanha, do Brasil e do México manifestaram sua “enorme preocupação” com a situação em Cuba e se comprometeram a reforçar a ajuda humanitária de forma coordenada, ao mesmo tempo em que defendiam a necessidade de um diálogo “sincero e respeitoso” para abordar a crise.
Em seu comunicado conjunto, os três países também instaram a evitar medidas que possam piorar as condições de vida da população e ressaltaram a importância de respeitar princípios como a integridade territorial, a igualdade soberana e a resolução pacífica de controvérsias, em consonância com a Carta das Nações Unidas.
Além disso, reafirmaram seu compromisso com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo, ressaltando que qualquer solução duradoura deve passar pelo fato de o povo cubano poder decidir seu futuro em liberdade.
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