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MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reiterou que o país caribenho “não pode ser uma ameaça” à “segurança nacional” dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que alertou que, diante de uma agressão militar perpetrada por Washington contra a ilha, esta “terá que ser respondida” com “toda” a força do Estado cubano.
“Cuba não é nem pode ser uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Isso soa ridículo”, refletiu Rodríguez em uma entrevista à rede CNN, na qual admitiu que, enquanto os Estados Unidos “são uma grande superpotência nuclear”, seu país é apenas “uma pequena ilha vizinha com uma vocação histórica pela paz que tem contribuído notavelmente para os esforços de estabilidade e paz na região”.
Acusando Washington de ter adotado uma conduta que “ameaça” a paz, a estabilidade e a segurança regional e internacional, o líder cubano afirmou que “uma agressão militar contra Cuba terá que ser respondida” com “toda” a “força” do Estado caribenho, bem como pelo próprio povo cubano.
“Será um banho de sangue. Milhares e milhares de cubanos morrerão, e também morrerão jovens norte-americanos levados a uma guerra que não teria o menor apoio”, pois, segundo o ministro, “a maioria dos cidadãos norte-americanos (...) e também dos cubanos residentes nos Estados Unidos e no mundo se opõem ao endurecimento do cerco ao combustível e do bloqueio, bem como a uma aventura militar contra Cuba”.
Nesse sentido, Rodríguez acrescentou que, na medida em que “qualquer ameaça” deve ser “levada a sério”, seu país está se preparando para “defender” sua “independência e soberania em qualquer caso de agressão”. No entanto, esclareceu ele, agirão “apenas” em “legítima defesa”.
CONVERSAS DIPLOMÁTICAS SEM PROGRESSO
Durante sua intervenção na entrevista, Rodríguez destacou a existência de “conversas diplomáticas” entre os governos dos Estados Unidos e de Cuba que, lamentou, “não mostram progresso”.
“Há uma contradição flagrante (e) notória entre a abordagem respeitosa — que é a regra — das contrapartes americanas nessas conversas diplomáticas e a conduta do secretário de Estado e do governo dos Estados Unidos fora delas”, argumentou.
No entanto, o ministro afirmou que, embora Washington “continue aplicando medidas cada vez mais severas de cerco energético e de endurecimento do bloqueio com o propósito deliberado de causar um sofrimento insuportável” aos cubanos, a ilha manterá sua “disposição ao diálogo” e até mesmo sua “cooperação” com o Executivo dos Estados Unidos no que diz respeito ao “combate ao terrorismo, ao crime organizado internacional, ao tráfico de drogas, ao tráfico de pessoas ou a outros flagelos dessa natureza”.
Foi nesta terça-feira que o ministro das Relações Exteriores cubano anunciou que Havana solicitou uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas com o objetivo de tratar do bloqueio imposto por Washington contra a ilha e da “necessidade” de pôr “fim” a ele.
Nessa sessão, serão denunciadas “ações agressivas” por parte do governo dos Estados Unidos contra a ilha, como a “ameaça e a possibilidade real de agressão militar, o cerco energético e outras medidas de recrudescimento extremo do bloqueio”.
Intitulada “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”, essa sessão será realizada, conforme precisou Rodríguez nas redes sociais — e conforme consta na agenda da Assembleia Geral —, no próximo dia 7 de julho.
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