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MADRID, 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O Executivo cubano rejeitou “categoricamente” nesta sexta-feira qualquer mudança em seu sistema político imposta pelos Estados Unidos, depois que o presidente Donald Trump afirmou que teria “a honra” de “conquistar ou libertar Cuba”, e abriu as portas para o estabelecimento de uma relação cordial entre Washington e Havana, desde que isso não implique mudanças no regime político da nação caribenha.
“Posso confirmar categoricamente que o sistema político de Cuba não é negociável e, é claro, nem o presidente nem o cargo de qualquer funcionário em Cuba estão sujeitos a negociação com os Estados Unidos”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossio, em uma coletiva de imprensa divulgada pela Agência Cubana de Notícias (ACN).
Fernández de Cossio esclareceu que não descartam que as duas nações possam chegar a “determinados acordos de interesse mútuo”, como já ocorreu em “experiências anteriores”, ao mesmo tempo em que apontou a existência de outros “assuntos de repercussão para os dois países que podem ser incluídos de forma prioritária nas negociações”. Por exemplo, questões relacionadas à cooperação regional em matéria de segurança nacional e combate ao tráfico de drogas.
Nesse contexto, o representante cubano das Relações Exteriores lamentou a “agressividade” e o “caráter impiedoso” dos Estados Unidos em relação a Cuba, “que já dura quase sete décadas e causa danos de todo tipo, sobretudo na vida cotidiana dos cubanos”.
No entanto, e apesar da “incapacidade (...) do poder norte-americano de reconhecer e aceitar o direito da maior das Antilhas à sua soberania e autodeterminação”, acrescentou o ministro, “Cuba não é inimiga dos Estados Unidos nem representa uma ameaça para a nação do norte”.
Essas declarações surgem depois que Donald Trump se gabou nesta segunda-feira de que seria ele quem teria “a honra” de “tomar Cuba”, em referência à sua intenção de forçar um acordo com as autoridades de Havana ou, caso contrário, promover uma intervenção mais direta.
O magnata nova-iorquino referiu-se então ao país caribenho em termos de “nação falida” e “muito enfraquecida” e mostrou-se confiante de poder “fazer o que quiser” com a ilha, que nesta mesma segunda-feira sofreu um apagão total em sua rede elétrica. As autoridades cubanas atribuíram essas dificuldades ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que em janeiro ameaçaram com tarifas qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo à ilha.
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