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MADRID 26 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba reiterou neste sábado, após a reunião do Conselho Executivo da UNESCO realizada em Paris, que “não renunciará ao seu direito soberano de construir seu próprio modelo de desenvolvimento” diante do cerco energético imposto pelos Estados Unidos a Havana.
A presidente da Comissão Nacional Cubana da UNESCO e representante de Cuba perante esse órgão, Dulce María Buergo Rodríguez, reivindicou nesta sexta-feira perante o Conselho Executivo a “soberania e independência” de seu país diante do que denunciou como “as ameaças de agressão militar” e o “bloqueio total ao nosso abastecimento de combustível” por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a ilha.
“A isso se soma a inclusão arbitrária de Cuba na lista unilateral de Estados que supostamente patrocinam o terrorismo, as ameaças de agressão militar e a recente ordem executiva do presidente dos Estados Unidos que busca impor um cerco total ao nosso abastecimento de combustível sob a premissa de que as privações econômicas e os consequentes danos humanos obrigarão nosso povo a renunciar à sua soberania e independência. Isso não acontecerá”, afirmou Buergo Rodríguez perante a UNESCO.
Além disso, a diplomata cubana destacou a necessidade de garantir a soberania do país caribenho para que, dessa forma, possam “construir o país que queremos, contribuindo também para a construção de um mundo melhor e pacífico”.
As declarações de Buergo denunciam a postura adotada pelo presidente Trump, que impôs um “cerco energético” ao país. O próprio presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, defendia em fevereiro o diálogo com os Estados Unidos “sem pressões” e respeitando a soberania e a independência da ilha caribenha.
O bloqueio petrolífero norte-americano baseia-se na ameaça de imposição de tarifas lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e na intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na morte de mais de uma centena de pessoas e na captura do presidente Nicolás Maduro.
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