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MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, destacou neste domingo que a ilha está se preparando para uma possível intervenção militar dos Estados Unidos e que seria “ingênuo” não fazê-lo.
“Nosso Exército está sempre preparado e, de fato, nestes dias está se preparando para a possibilidade de uma agressão militar. Seríamos ingênuos se não o fizéssemos, vendo o que está ocorrendo no mundo”, afirmou Fernández em entrevista à emissora norte-americana NBC.
No entanto, Fernández expressou seu desejo de que esse ataque “não ocorra”. “Não vemos motivo para que isso aconteça e não encontramos nenhuma justificativa para tal”, acrescentou.
Cuba, lembrou ele, “é um país soberano e tem direito à soberania e à autodeterminação”. O país é “pacífico”, sublinhou, mas “não aceitaria tornar-se um Estado vassalo ou dependente de nenhum outro país ou superpotência”, advertiu.
Fernández confirmou que há contatos com os Estados Unidos, mas ressaltou que tratam de relações bilaterais e, em nenhum caso, da natureza do sistema político cubano, nem de presos políticos, “nem dos presos” que há nos Estados Unidos. “São assuntos internos”, argumentou.
Em contrapartida, manifestou a disposição de Havana em ajudar em questões como imigração, crime organizado ou tráfico de drogas. “Também podemos falar de negócios”, destacou.
“Estão ocorrendo mudanças em Cuba, em nossa política de investimento, na estrutura de propriedade, que poderiam interessar aos Estados Unidos e aos americanos que, atualmente, não podem fazer negócios em Cuba”, afirmou.
Cuba viu reduzido, nos últimos meses, o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela após a detenção, no início de janeiro, do presidente Nicolás Maduro, como parte de uma operação histórica das forças armadas. A crise energética se agravou depois que Trump ameaçou com sanções econômicas os países que, de alguma forma, cobrissem esse déficit de abastecimento.
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