Publicado 19/02/2026 10:11

O CSIF-A solicita um aumento do quadro de pessoal da Aemet face ao aumento dos fenómenos meteorológicos adversos

Mobilização do CSIF da Andaluzia, juntamente com outras organizações sindicais, para exigir melhores condições de trabalho para os funcionários da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).
CSIF-A

SEVILHA 19 fev. (EUROPA PRESS) - Os funcionários da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) mobilizaram-se nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, em Sevilha para exigir melhores condições de trabalho. O protesto, convocado pela CSIF juntamente com outras organizações sindicais, é a continuação do calendário de protestos que começou em Madri no dia 12 de fevereiro e passou por Valência no dia 17. Nela, o coordenador e porta-voz do CSIF na Aemet, Carlos Domínguez, reivindicou uma oferta extraordinária de emprego público que “não apenas suprir o que se perdeu nos últimos 15 anos”, mas também amplie a equipe para poder enfrentar um cenário de aumento de fenômenos meteorológicos adversos.

De acordo com uma nota divulgada pelo sindicato, o CSIF-A criticou que o pessoal atual da Aemet é “insuficiente” e que “não há previsão de reforços que representem um aumento real do quadro de funcionários”, já que, em sua opinião, “as novas contratações mal conseguem cobrir as aposentadorias que ocorrem”. Além disso, a CSIF-A apontou que a média de idade é elevada e que “a maioria do pessoal está em regime de disponibilidade total sem receber qualquer tipo de compensação”. Da mesma forma, a central sindical rejeitou a limitação do trabalho remoto que a direção da Aemet pretende impor e que “prejudica o direito à conciliação dos profissionais”. Segundo explicou, o quadro de pessoal da Aemet é atualmente composto por cerca de mil trabalhadores, dos quais aproximadamente 500 têm horário especial, ou seja, jornadas de trabalho mais longas do que as normais devido a necessidades do serviço que “os obrigam a estar sempre disponíveis”. “Uma jornada de trabalho com horário especial tem uma duração máxima de 14 horas, mas a escassez de pessoal obriga-os a estar sempre disponíveis, mesmo nos períodos de descanso, sem qualquer tipo de compensação”, explicou Domínguez, acrescentando que o sindicato solicita “mais pessoal, melhores remunerações e conciliação, que não sejam eliminadas unilateralmente as poucas medidas de conciliação que tínhamos até agora”.

Na opinião do porta-voz do CSIF na Aemet, “se pedimos melhores condições, é para que o pessoal não tenha que sofrer com esses turnos tão maratonianos e possa ser substituído por outro colega em boas condições de trabalho”.

Nesse sentido, a Central Sindical exigiu à direção da Aemet o desbloqueio das negociações do novo Regulamento de Horários Especiais para que sejam incluídas compensações específicas, como horas extras, ou uma remuneração adequada à disponibilidade permanente, penosidade real e especificidade técnica.

A CSIF quis reconhecer a dedicação e o profissionalismo dos trabalhadores da Agência, especialmente em circunstâncias adversas em que a antecipação é fundamental, como a frente de tempestades que assolou a Andaluzia e grande parte do país nas últimas semanas.

Nesse sentido, Domínguez salientou que “esses profissionais prestam um serviço público essencial que afeta a segurança e a defesa nacional durante todo o ano, não apenas em episódios excepcionais”.

Explicou também que o pessoal “além de fornecer as informações meteorológicas que podemos consultar no telemóvel, presta serviços de apoio à navegação aérea e marítima e fornece informações sobre as condições e previsões meteorológicas à Direção-Geral de Tráfego (DGT), Proteção Civil, aeroportos e Forças Armadas, entre outros organismos”.

Por fim, o porta-voz concluiu que o orçamento da Aemet aumentou apenas 3,5%, mas, no entanto, as alterações climáticas aumentaram em até 40% os fenómenos meteorológicos adversos. “É isso que pedimos, mais pessoas para, neste caso, podermos fazer o nosso trabalho”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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