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MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A justiça argentina deu à ex-presidente Cristina Fernández (2007-2015) cinco dias para se entregar às autoridades, depois que a Suprema Corte confirmou na terça-feira a sentença de seis anos de prisão contra a líder do Partido Justicialista (PJ) por corrupção, rejeitando o último recurso possível, no âmbito do caso conhecido como "caso Vialidad".
O tribunal que condenou Fernández ordenou que a ex-presidente se apresentasse às autoridades dentro de cinco dias úteis após ser notificada da sentença, ou seja, antes de 19 de junho, de acordo com o La Nación e o Página12, uma medida que foi estendida às outras oito pessoas condenadas no mesmo caso "para tornar suas prisões efetivas".
Além disso, o juiz desse tribunal, Jorge Gorini, solicitou à ministra da Segurança, Patricia Bullrich, que informe dentro de "24 horas" a unidade das forças de segurança na qual a ex-presidente ficará alojada no momento de sua prisão.
Em sua carta, o magistrado ressaltou que, ao escolher o local de detenção, "deve ser dada consideração específica às características individuais particulares" de cada uma das pessoas condenadas.
No caso de Fernández, ele também esclareceu que "as condições especiais de segurança e custódia inerentes ao fato de ter sido presidente e vice-presidente da nação" devem ser levadas em consideração, destacando a necessidade de fornecer "cuidados adicionais" devido à tentativa de assassinato que ela sofreu em setembro de 2022.
Pouco tempo depois, os promotores Diego Luciani e Sergio Mola solicitaram a prisão imediata dos nove condenados, incluindo o líder da PJ, bem como o confisco de seus bens, em um documento ao qual o jornal 'Clarín' teve acesso.
"A falta de reação punitiva imediata (...) poderia levar à percepção de que as disposições da legislação nacional e do sistema internacional destinadas a prevenir, investigar e punir atos de corrupção não se aplicam como diretriz de conduta para funcionários públicos, ou pelo menos para alguns deles", argumentaram no documento, onde reiteraram suas críticas à sentença de seis anos, alegando que "parece insuficiente e desproporcional ao grave dano causado".
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