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MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -
A ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner acusou o presidente da Argentina, Javier Milei, de mentir em seu discurso televisionado na sexta-feira, no qual anunciou medidas para proteger o equilíbrio fiscal e garantiu que seu governo não estava pedindo financiamento ao Banco Central do país por meio de emissão monetária.
"Pare de mentir sobre como não há emissão monetária em seu governo. Você tem emitido dinheiro a torto e a direito para pagar os juros do golpe financeiro", disse a ex-presidente em uma mensagem em sua conta no site de rede social X.
O presidente da Argentina anunciou que proibirá o Tesouro Nacional de financiar parte de seus gastos públicos por meio da emissão de dinheiro e que estabelecerá penalidades para "a aprovação de orçamentos nacionais que incorram em déficits fiscais", em uma tentativa de salvaguardar o equilíbrio fiscal.
Essas medidas foram anunciadas após o veto de Mieli ao aumento da pensão e à lei de invalidez - aprovados no Congresso argentino. "Parece uma pretensão nobre, mas quando não há dinheiro, não passa de um engano demagógico por parte dos políticos, que tomam os cidadãos como idiotas", disse ele em seu discurso na sexta-feira.
"Mais do que com os pés para a frente, vão tirá-lo da (Casa) Rosada com uma camisa de força", sustentou Fernández de Kirchner, referindo-se às palavras de Milei, nas quais ele garantiu que não recuaria em suas políticas.
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