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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A violência desencadeada por grupos armados na capital do Haiti, Porto Príncipe, fez com que cerca de 60 mil pessoas fugissem em apenas um mês, um número recorde de pessoas deslocadas, de acordo com o último relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
No total, mais de um milhão de pessoas estão vivendo como deslocados internos no Haiti, três vezes mais do que há um ano, e a grande maioria o faz em "condições precárias", como advertiu o chefe da OIM no Haiti, Grégoire Goodstein, na terça-feira, alertando que muitos desses civis são forçados a fugir várias vezes.
O aumento "alarmante" do deslocamento nas últimas semanas é resultado de uma nova onda de ataques. A maioria dessas pessoas está espalhada em quase cinquenta acampamentos improvisados, doze deles novos, enquanto o restante optou por se refugiar com suas famílias.
"As pessoas que estão fugindo da violência precisam de proteção imediata, alimentos, água e abrigo. A situação está piorando a cada dia e, sem apoio adicional, corremos o risco de uma catástrofe humanitária ainda maior", alertou Goodstein em um comunicado.
A OIM enfatizou que, apesar das necessidades urgentes, o Haiti continua sendo uma crise com pouco financiamento, em grande parte ignorada pela comunidade internacional. Além da falta de fundos, a entrega de ajuda no local é complicada pela insegurança e pela infraestrutura bloqueada - o aeroporto de Porto Príncipe continua fechado.
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