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MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) denunciou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma "ameaça existencial" para os meios de comunicação, depois de declarar a retirada do financiamento da Agência dos Estados Unidos para a Mídia Global e seu consequente impacto na equipe de emissoras internacionais, como a Voz da América.
A ordem executiva de Trump, emitida na sexta-feira, resultou na suspensão de mais de 1.300 funcionários somente na Voice of America e na rescisão de contratos de mídia na Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) e na Radio Free Asia (RFA).
"Esse sufocamento da mídia independente já está colocando seriamente em risco a vida dos jornalistas, que muitas vezes superaram enormes desafios para levar notícias a milhões de pessoas que vivem em países censurados", disse Jodie Ginsberg, diretora executiva do CPJ.
"É realmente distópico que o governo dos EUA agora represente uma ameaça existencial a essas organizações históricas", acrescentou Ginsberg, antes de declarar sua solidariedade aos jornalistas suspensos.
A USAGM, uma agência independente do governo dos EUA responsável pela disseminação internacional de notícias e informações, supervisiona vários meios de comunicação financiados pelo Estado, incluindo a Voice of America (VOA) e a Radio Free Europe/Radio Liberty.
Essa decisão segue a nomeação do crítico de mídia Brent Bozell como diretor da agência após a posse de Trump.
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