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MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS) -
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) denunciou que 2024 foi o ano mais mortífero para jornalistas em todo o mundo desde que há registros, e apontou o Estado de Israel como responsável por 70% dessas mortes.
"O ano passado foi o ano mais mortal para jornalistas e trabalhadores da mídia já registrado, de acordo com o novo '2024 Killed Report' do CPJ, e Israel é responsável por quase 70% das mortes em todo o mundo", disse a organização em um post em sua conta na rede social X, no qual compartilhou o estudo completo.
O relatório 2024 revela que, na maioria dos casos, Israel "sabia que essas pessoas eram jornalistas e as matou mesmo assim", de acordo com a diretora executiva do comitê, Jodie Ginsberg, que chamou esses atos de "crime de guerra".
No total, pelo menos 124 jornalistas e funcionários da mídia foram mortos no ano passado durante ou em decorrência de seu trabalho, superando o recorde de 113 mortes em 2007, quando quase metade de todas as mortes de jornalistas ocorreu no contexto da guerra do Iraque.
Especificamente, o relatório detalha que "além de Gaza (82) e Líbano (3), o CPJ documentou o assassinato de 39 outros jornalistas e funcionários da mídia em 16 países, sendo os mais mortais o Sudão (6), Paquistão (6), México (5), Síria (4), Birmânia (3), Iraque (3) e Haiti (2) durante 2024".
À luz desses dados, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas alertou sobre os "perigos crescentes enfrentados por jornalistas e profissionais da mídia" em todo o mundo e "a ameaça que isso representa para o fluxo de informações em todo o mundo".
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