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BRUXELAS, 3 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pressionando a Rússia a negociar a paz na Ucrânia, embora tenha ressaltado que os europeus devem ter um lugar nas negociações e que a paz não pode ser um mero cessar-fogo e deve ser garantida com medidas de segurança.
"Saudamos os esforços de Trump para pressionar a Rússia a negociar e estamos prontos para participar de todas as negociações para garantir uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia e para garantir a segurança europeia para todos os países europeus", disse ele em uma coletiva de imprensa de Chisinau, depois de se reunir com o presidente da Moldávia, Maia Sandu.
Questionado sobre a exigência do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, de que a UE inicie conversações diretas com o presidente russo, Vladimir Putin, para pôr fim ao conflito na Ucrânia, Costa insistiu que os 27 devem manter a unidade em seu apoio à Ucrânia, ressaltando que a cúpula extraordinária desta quinta-feira, em Bruxelas, deve aprovar "decisões concretas" para aumentar a defesa europeia, de modo que o bloco possa ser "mais autônomo e capaz de se defender", ao mesmo tempo em que defende uma paz "justa" na Ucrânia.
Em todo caso, ele enfatizou que a paz "não pode ser apenas um cessar-fogo" que permita à Rússia "voltar mais forte". "O que queremos é uma paz justa e duradoura. O que está acontecendo agora na Ucrânia não diz respeito apenas à Ucrânia. Trata-se também da segurança europeia como um todo", disse ele.
A PAZ SEM SEGURANÇA É "UMA ILUSÃO".
Em resposta às críticas do primeiro-ministro da Hungria, Costa insistiu que a UE é um "projeto de paz", razão pela qual a segurança e a defesa são uma "prioridade". "A paz sem segurança é uma ilusão", resumiu, ressaltando que qualquer acordo alcançado na Ucrânia deve incluir medidas de segurança.
"Continuaremos a proporcionar paz e segurança à Europa e é por isso que investimos em defesa. Não para fazer guerra, mas para garantir a paz, para preservar a paz, para proporcionar a paz na Europa", respondeu.
Nas últimas horas, Orbán criticou os líderes europeus, reunidos em Londres para cerrar fileiras em apoio a Kiev, acusando-os de querer prolongar a guerra. "Em Londres, os líderes europeus decidiram que a guerra é necessária, não a paz. Eles decidiram que a Ucrânia deve continuar a guerra. Isso é um erro, um erro e um perigo", disse ele.
MOMENTO DECISIVO PARA A MOLDOVA EM SEU CAMINHO PARA A ADESÃO À UE
Com relação à adesão da Moldávia à UE, Costa elogiou o progresso feito por Chisinau no caminho europeu três anos depois de formalizar seu pedido de adesão à UE, apenas alguns dias após a invasão russa na Ucrânia e logo após o pedido de adesão de Kiev. "A Moldávia está vivendo um momento decisivo em seu caminho para a UE. Um momento que moldará profundamente seu futuro para as próximas gerações. Os moldavos escolheram um futuro europeu e demonstraram seu compromisso com a democracia, a liberdade e uma vida melhor para seus filhos", enfatizou.
O presidente do Conselho afirmou a força do povo moldavo diante dos ataques à sua estabilidade por meio de "chantagem energética" ou "notícias falsas", referindo-se à crescente interferência russa no país. "Mas o povo moldavo se levantou e fortaleceu o caminho europeu do país no referendo realizado há apenas alguns meses. A UE demonstrou que está ao lado do povo moldavo também em tempos de desafios e crises. Eles podem contar conosco como um parceiro previsível e confiável", disse ele.
Nesse sentido, ele defendeu que a Moldávia deve forjar seu futuro comum com a UE "sem interferência e sem que ninguém decida" pelos europeus e moldavos.
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