Publicado 19/03/2026 00:17

A Costa Rica anuncia o fechamento de sua Embaixada em Cuba e manifesta sua "preocupação" com a situação na ilha

O presidente cessante, Rodrigo Chaves, destaca o “fracasso” do modelo comunista e defende “limpar o hemisfério dos comunistas”

Díaz-Canel vê nesse “ato hostil” uma resposta às “evidentes pressões” dos EUA

Archivo - Arquivo - 15 de outubro de 2025, San José, Costa Rica: San José, Costa Rica, 15/10/2025  Residência Presidencial   O presidente Rodrigo Chaves Robles fala à imprensa após uma tentativa de impeachment do presidente por parte do Tribunal Supremo E
Europa Press/Contacto/Victor Baldizon - Arquivo

O presidente cessante, Rodrigo Chaves, destaca o “fracasso” do modelo comunista e defende “limpar o hemisfério dos comunistas”

Díaz-Canel vê nesse “ato hostil” uma resposta às “evidentes pressões” dos EUA

MADRID, 19 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo da Costa Rica anunciou nesta quarta-feira o fechamento de sua embaixada em Cuba e solicitou a Havana que retire de San José seu pessoal diplomático, com exceção dos funcionários consulares, ao mesmo tempo em que manifestou sua “profunda preocupação” com a “deterioração contínua” da situação dos direitos humanos na ilha caribenha.

“A Costa Rica não reconhece a legitimidade do regime comunista de Cuba, tendo em vista os maus-tratos, a repressão e as condições indignas em que vivem os habitantes dessa bela ilha”, destacou o presidente cessante, Rodrigo Chaves, em uma coletiva de imprensa na qual instou as autoridades cubanas a “retirarem seus diplomatas” do país.

Convencido de que “desde 1959 o regime tem parasitado outros países para sustentar seu povo”, Chaves instou Havana a “reconhecer” que “o modelo comunista fracassou em Cuba, assim como fracassou em todos os lugares onde foi instaurado”, ao mesmo tempo em que defendeu “limpar o hemisfério dos comunistas”.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Arnoldo André Tinoco, explicou que essa decisão responde à “profunda preocupação” de seu país com a situação dos direitos humanos na ilha, bem como com o “aumento dos atos de repressão contra cidadãos, ativistas e opositores que exercem legitimamente seu direito de se expressar e participar da vida pública”.

“A deterioração progressiva das condições de vida da população, a escassez de bens essenciais, as dificuldades no acesso a alimentos, medicamentos e serviços básicos, bem como o enfraquecimento das oportunidades econômicas, geraram um contexto humanitário cada vez mais complexo que afeta diretamente o bem-estar do povo cubano e torna praticamente impossível nomear pessoal diplomático costarriquenho para exercer adequadamente suas funções em Havana”, considerou Tinoco.

Nessa linha, após observar que a Embaixada da Costa Rica em Havana não conta com pessoal diplomático desde o último dia 5 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores destacou que essa decisão constitui um “sinal firme de preocupação” e um “convite para que ocorram mudanças significativas que permitam restabelecer as condições necessárias para um eventual restabelecimento das relações diplomáticas plenas”.

CUBA REJEITA O ATO “INAMIGÁVEL” POR “PRESSÕES” DOS EUA

Por sua vez, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rejeitou a decisão “unilateral” do Executivo costarriquenho de “reduzir o nível das relações” com Havana, limitando-as ao âmbito consular “sem qualquer argumento ou justificativa”.

“Trata-se de um ato hostil, que responde a evidentes pressões do governo dos Estados Unidos, como parte de sua renovada ofensiva para tentar somar outros países à sua política fracassada contra Cuba”, considerou o líder caribenho em uma mensagem publicada em suas redes sociais, prevendo que “eles se chocarão contra a fortaleza das relações históricas e profundas entre ambos os povos”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da ilha rejeitou “categoricamente” as “declarações desrespeitosas” de Chaves quando, lamentou o órgão ministerial, “ao tentar justificar esse ato hostil de seu governo, manipulou grosseiramente a história e a realidade de Cuba e ignorou de forma escandalosa a responsabilidade direta que a política de bloqueio dos Estados Unidos teve no agravamento da situação econômica e na deterioração das condições de vida do povo cubano”.

Com essa atitude, acrescentaram as autoridades cubanas, San José “demonstra um histórico de subordinação à política dos Estados Unidos contra Cuba”, ao mesmo tempo em que “se soma mais uma vez à ofensiva do governo norte-americano em suas renovadas tentativas de isolar o país das nações da América”, e “se torna participante de sua escalada agressiva contra a Revolução cubana, rejeitada pela comunidade internacional”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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