FREDERIC SIERAKOWSKI // EUROPEAN COUNCIL
BRUXELAS 24 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, pediu nesta segunda-feira uma "posição unida e coordenada" da União Europeia após os contatos com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, sobre as negociações iniciadas entre Kiev e Washington para chegar a um acordo sobre o plano de paz apresentado pela administração de Donald Trump.
Essa unidade é "fundamental para garantir um bom resultado das negociações de paz", advertiu o presidente do Conselho Europeu em uma mensagem nas redes sociais após um telefonema com Zelenski antes da reunião informal de líderes europeus em Angola, por ocasião da cúpula entre a União Europeia e a União Africana.
Essa reunião, convocada com urgência após o plano apresentado por Washington, nas costas de ucranianos e europeus, busca cerrar fileiras entre os europeus para tentar pressionar por um acordo de paz que tenha parâmetros ucranianos e leve em conta a arquitetura de segurança europeia.
Costa ressaltou que tanto a Ucrânia quanto a Europa têm interesses nessas negociações. Nas últimas horas, a Ucrânia tem tentado se aproximar dos Estados Unidos a fim de eliminar os aspectos mais prejudiciais de um plano, elaborado às escondidas de ucranianos e europeus, que prevê concessões à Rússia, como a cessão de território pela Ucrânia na região oriental de Donbas e a definição de um limite para o tamanho de seu exército.
A reunião informal de líderes antes da reunião com a União Africana conta com a presença de Costa e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, além dos líderes da Polônia, República Tcheca, Itália, Portugal, Alemanha, Croácia, Eslováquia, Holanda e Irlanda, e do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez. Os demais líderes, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, estão participando por videoconferência.
Na mesma linha, o presidente finlandês, Alexander Stubb - um dos líderes europeus mais bem vistos por Trump - disse, após conversar com Zelenski na segunda-feira, que as negociações das últimas horas "foram um passo à frente", mas insistiu que "questões importantes ainda precisam ser resolvidas" e que qualquer decisão que corresponda à UE ou à OTAN "será debatida e decidida pelos membros da UE e da OTAN em um processo separado".
O contraponto às mensagens de coordenação europeia foi mais uma vez fornecido pelo primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, que, no contexto das negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, enfatizou que "a Europa deve buscar seus próprios interesses". Orbán defende uma parceria estratégica com a Ucrânia e o início de um "diálogo estratégico" com a Rússia.
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