Publicado 26/08/2026 15:14

Costa inicia uma turnê pelas capitais para orientar o orçamento da UE na reta final do ano

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, após se reunir em Riga com o primeiro-ministro da Letônia, Andris Kulbergs, durante sua turnê pelas capitais europeias.
ALEXANDROS MICHAILIDIS

BRUXELAS 26 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, deu início esta semana à sua “Turnê pelas capitais” anual, uma série de visitas aos líderes da UE com o objetivo de coletar suas opiniões para preparar o terreno para as próximas cúpulas internacionais, desta vez com atenção especial ao próximo orçamento de longo prazo da União Europeia.

A turnê — que se estenderá de 25 de agosto a 17 de setembro e abrangerá a maioria dos 27 países-membros — começou na segunda-feira com visitas a Bratislava (Eslováquia), onde se reuniu com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico; e em Tallinn (Estônia), com o chefe de governo estoniano, Kristen Michal.

Nesta terça-feira, a viagem continuou em Riga (Letônia), com o primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs; e em Vilnius (Lituânia), com o presidente Gitanas Nauseda. A viagem continuará no dia 27 de agosto na capital tcheca, Praga, onde Costa se reunirá com o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis.

Durante as quatro primeiras reuniões, Costa insistiu que este outono será “decisivo” para fechar um acordo sobre o chamado quadro financeiro plurianual, que deverá ter como pilares a competitividade, a transformação industrial, a defesa, a segurança e a resiliência estratégica, entre outros assuntos.

Para o socialista português, o orçamento europeu para os próximos anos também deve refletir “as exigências dos tempos difíceis que vivemos”, por isso “deverá ter uma estrutura completamente diferente” da dos orçamentos anteriores, garantindo sempre a continuidade dos recursos destinados à Política de Coesão e à Política Agrícola Comum (PAC).

“Uma coisa é certa: precisamos chegar a um acordo antes do fim do ano. Não podemos correr o risco de que o financiamento da UE seja interrompido em 2028. Isso afetaria nossos agricultores, nossas empresas, nossos estudantes, pesquisadores e inovadores; em resumo, nossos cidadãos. Sei que não será fácil, mas sinto-me encorajada pelo espírito construtivo dos líderes e confio de que possamos chegar a um acordo”, afirmou.

Ela também mencionou um dos debates em andamento entre os Vinte e Sete: a incorporação de “recursos próprios” para financiar um aumento do orçamento europeu. “As novas fontes de receita para a União Europeia serão uma parte essencial de um acordo global”, afirmou.

ALERTA SOBRE AS AMEAÇAS HÍBRIDAS

Costa aproveitou as primeiras paradas de sua turnê europeia para alertar sobre “as ameaças híbridas russas” e as incursões de drones que afetam o flanco oriental e o Báltico, e pediu o reforço da defesa aérea e da proteção das fronteiras por meio de uma resposta coordenada em escala europeia.

O presidente do Conselho Europeu pediu ainda que se acelere a preparação da defesa comunitária com vistas a 2030, com uma abordagem “de 360 graus” que proteja todas as fronteiras do bloco, já que, segundo ele, “as fronteiras da Europa só estarão seguras se todas as nossas fronteiras estiverem seguras”.

Da mesma forma, qualificou como “totalmente inaceitável” a instrumentalização da migração nas fronteiras externas da UE em países como a Letônia e a Lituânia, mencionando expressamente Ceuta, juntamente com a região do Báltico, como exemplos de um mesmo desafio que exige “uma resposta europeia conjunta” em apoio aos Estados-Membros afetados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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