Publicado 17/09/2025 14:15

Costa diz que as medidas contra Israel têm o objetivo de mostrar que a UE "não pode aceitar" a ofensiva em Gaza

10 de setembro de 2025, Berlim: O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, participa de uma coletiva de imprensa com o chanceler alemão Friedrich Merz. Foto: Fabian Sommer/dpa
Fabian Sommer/dpa

BRUXELAS 17 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse nesta quarta-feira que o pacote de medidas proposto pela Comissão em resposta à ofensiva de Israel em Gaza e na Cisjordânia não tem como objetivo punir o povo israelense, mas "mostrar que a Europa não pode aceitar" as ações do governo de Benjamin Netanyahu, que vão "muito além" do direito de um país de se defender.

"Cabe agora aos Estados membros decidir", disse o socialista português, em mensagem nas redes sociais, para "saudar" a proposta de Bruxelas de suspender as vantagens tarifárias de que Israel goza no comércio com os países da UE, congelar os fundos programados no âmbito dos projetos de vizinhança e sancionar dois ministros radicais e colonos violentos.

Do pacote de medidas, Bruxelas só tem plenos poderes para congelar fundos para financiar projetos específicos, mas a suspensão de parte das disposições do acordo comercial precisa do apoio de uma maioria qualificada de governos europeus, enquanto a adoção de sanções exige a unanimidade de todos os 27.

É nesse contexto que Costa conclama os Estados membros a tomarem uma decisão, argumentando que essas medidas "não se destinam ao povo israelense". "Seu objetivo é mostrar que a Europa não pode aceitar as ações do governo israelense em Gaza e na Cisjordânia", disse o presidente do Conselho, para quem a ofensiva israelense nos territórios palestinos "vai muito além do direito legítimo de Israel de se defender".

A situação em Gaza é catastrófica e inaceitável", acrescentou Costa em sua mensagem, alertando que "um cessar-fogo imediato é urgente" e que "o acesso humanitário total à região deve ser restaurado". Os reféns também devem ser libertados incondicionalmente, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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