BRUXELAS, 24 ago. (EUROPA PRESS) -
A Ucrânia condecorou nesta segunda-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa, com a Ordem da Europa, em uma cerimônia realizada na Praça Sofia, em Kiev, por ocasião do 35º aniversário da independência do país da União Soviética. Costa defendeu a integração europeia da Ucrânia como “uma necessidade geopolítica” e como “a melhor garantia” de paz para o país.
Costa recebeu a condecoração “em nome” dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia, conforme explicou durante seu discurso, no qual qualificou o prêmio como “um símbolo da unidade” entre a Ucrânia e o bloco comunitário, e que já havia sido recebido em julho pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
“É uma honra estar aqui hoje, na Praça Sofíyska, em Kiev, para celebrar o Dia da Independência da Ucrânia. O dia 24 de agosto marca o momento em que a Ucrânia se uniu às nações livres da Europa. É uma data crucial na longa luta da Ucrânia pela liberdade e pela independência”, afirmou o socialista português, que também prestou homenagem “a todos aqueles que resistem” no país à agressão da Rússia.
Nesse sentido, ele garantiu que o futuro da Ucrânia na União Europeia “é a melhor garantia de segurança e estabilidade democrática a longo prazo”, tanto para a Ucrânia quanto para toda a Europa, acrescentando que o objetivo com a integração da Ucrânia na UE é “uma união de nações” que “superaram o nacionalismo, que defendem a democracia e o Estado de Direito”.
“Sabemos que a adesão é um processo exigente. Mas esses desafios não devem frear nossa determinação política, enraizada na necessidade geopolítica e na escolha livre e democrática do povo ucraniano”, prosseguiu o presidente do Conselho Europeu.
Em sua opinião, a Ucrânia “já contribuiu para construir uma União Europeia verdadeiramente geopolítica”, que “assume a responsabilidade por sua defesa”, reforça sua autonomia estratégica, defende com firmeza o Direito Internacional e o multilateralismo e constrói alianças “em um mundo em transformação”.
Por esse motivo, ele previu que “os adversários da Ucrânia não prevalecerão” porque, “após mais de quatro anos de guerra em grande escala”, a Rússia “não alcançou seus objetivos” e seu custo humano “foi devastador, e as consequências econômicas, desastrosas”.
“Neste verão, mais do que nunca, vemos que a guerra está esgotando os recursos da Rússia. Nossas sanções sem precedentes também estão surtindo efeito. Intensificaremos a pressão até que a Rússia ponha fim aos massacres e demonstre um compromisso genuíno com a paz. A União Europeia não pode permanecer neutra quando o Direito Internacional é violado”, afirmou.
Costa apoiou “todas as iniciativas sérias” voltadas para alcançar a paz na Ucrânia, embora tenha alertado que deve ser Kiev quem defina os termos dessa paz para que ela seja “integral, justa e duradoura”. “Essa paz deve afirmar a independência, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. E deve garantir sua segurança a longo prazo e sua capacidade de se defender”, concluiu.
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